Corte rejeita apelação da Rússia contra punição por doping, mas a reduz pela metade

Gabrielle Tétrault-Farber
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Por Gabrielle Tétrault-Farber

MOSCOU (Reuters) - Um tribunal da Suíça manteve nesta quinta-feira as sanções por doping que impedirão atletas russos de competir em grandes eventos internacionais sob a bandeira de seu país, mas reduziu de quatro para dois anos o período de afastamento.

O veredicto deixará os atletas da Rússia sem a bandeira e o hino nacional na Olimpíada de Tóquio do ano que vem, na Olimpíada de Inverno de Pequim em 2022 e na Copa do Mundo do Catar de 2022 --um golpe duro no esporte russo, que nos últimos anos foi eclipsado por uma série de escândalos de doping.

Inicialmente, a Agência Mundial Antidoping (Wada) baniu a Rússia dos grandes eventos esportivos por quatro anos em dezembro de 2019, mas a sanção não podia ser implantada até o final do processo de apelação.

Sediado em Lausanne, o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) disse que as sanções, que também impedem a Rússia de sediar ou se candidatar a sede de competições esportivas importantes, entrarão em vigor nesta quinta-feira e terminarão em 16 de dezembro de 2022.

Autoridades do governo russo ou representantes serão impedidos de comparecer a eventos como a Olimpíada e a campeonatos mundiais de grandes esportes por um período de dois anos.

Os russos tampouco poderão ser indicados a, ou integrar, comitês ou servir como membros de conselhos de organizações que precisam se ater ao código da Wada.

A Wada acusou a Rússia de plantar provas falsas e deletar arquivos vinculados a testes antidoping positivos que poderiam ter ajudado a identificar fraudes relacionadas a doping.

A agência antidoping russa Rusada disse não ter ficado totalmente satisfeita com a decisão, e seu chefe interino disse que "parece que nem todos os argumentos apresentados por nossos advogados foram ouvidos".