Coronavírus: TCU investiga produção superfaturada de cloroquina e atuação de Bolsonaro

BRASILIA, BRAZIL - JUNE 17: President of Brazil Jair Bolsonaro reacts during the sworn in ceremony for newly appointed Minister of Communications Fábio Faria amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on June 17 2020 in Brasilia. Brazil has over 923,000 confirmed positive cases of Coronavirus and 45,241 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
BRASILIA, BRAZIL - JUNE 17: President of Brazil Jair Bolsonaro reacts during the sworn in ceremony for newly appointed Minister of Communications Fábio Faria amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on June 17 2020 in Brasilia. Brazil has over 923,000 confirmed positive cases of Coronavirus and 45,241 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

O TCU (Tribunal de Contas da União) investigará nos próximos dias a suspeita de superfaturamento na produção de cloroquina pelo Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército e a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em suposta má aplicação de recursos públicos pela fabricação de um medicamento sem comprovação científica para tratar a Covid-19.

Segundo reportagem da página Repórter Brasil, o laboratório do Exército gastou mais de R$ 1,5 milhão para ampliar em 100 vezes a produção de cloroquina (medicamento que foi suspenso pela Organização Mundial de Saúde para o tratamento do novo coronavírus).

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O laboratório firmou ao menos 18 contratos para comprar cloroquina em pó e outros itens, como papel alumínio e material de impressão, ao custo total de R$ 1.587.549,81, segundo cálculos feitos pela Repórter Brasil com base no portal de compras do governo federal.

Quase 95% dos gastos foram destinados à aquisição de 1.414 quilos de cloroquina em pó. Os recursos vieram do Tesouro Nacional e foram repassados ao laboratório pelo Ministério da Defesa.

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O TCU também vai apurar quem ordenou a produção de cloroquina em larga escala. A suspeita é de que a decisão tenha partido de Bolsonaro e da cúpula militar do governo, sem o aval de técnicos do Ministério da Saúde. A liberação da substância provocou uma queda de braço entre o presidente e os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

Questionados pela reportagem, o Exército e o Ministério da Saúde não apresentaram os pareceres técnicos nem o pedido oficial enviado ao laboratório público que fundamentaram a produção de cloroquina. Sobre a investigação do TCU, o Exército disse que não comenta a atuação de órgãos de controle externos.

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