Coronavírus: SP, RJ, PE, CE e AM são os que mais preocupam, diz ministério

Yahoo Notícias
Cinco estados estão sendo acompanhados de perto pelo Ministério da Saúde. (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
Cinco estados estão sendo acompanhados de perto pelo Ministério da Saúde. (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

Cinco estados são acompanhados de perto no radar pelo Ministério da Saúde por conta dos altos índices de mortes e infectados pelo novo coronavírus no Brasil.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

A situação da Covid-19 nas capitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Amazonas são as que mais “chamam atenção”, segundo informou nesta terça-feira (28) o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira.

Leia também:

“Os estados que mais nos preocupam é onde temos as situações mais intensas. São Paulo pode ter uma intensidade (no número de casos e óbitos) na Região Metropolitana. Rio de Janeiro, Pernambuco ali em Recife, Ceará, a situação de Manaus, são os locais que no momento chamam mais atenção. Estamos monitorando diariamente, mas não somente nesses lugares”, destacou ele.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

São Paulo é o pior deles, com 2.049 vítimas fatais e 24.041 casos. Em seguida aparece o Rio, com 738 mortes e 8.504 infectados. Pernambuco já confirmou 508 mortes e 5.724 casos, seguido por Ceará, que tem 403 mortes e 6.918 infectados. No Amazonas, ocorreram 351 óbitos e 4.337 casos, mas o que preocupa é a situação de Manaus.

REAPROXIMAÇÃO COM OS ESTADOS

Segundo o ministro da Saúde, Nelson Teich, há um movimento de reaproximação e diálogo com os governadores passado 11 dias em que assumiu a pasta, após a demissão de Luiz Henrique Mandetta. Nesta semana, secretários estaduais de saúde reclamaram do isolamento de Teich desde que integrou o governo de Jair Bolsonaro.

“Estamos aproximando dos governadores. É uma situação difícil, e sabemos o quão difícil está sendo conseguir recursos como respiradores, EPIs. Isso no mundo todo. Conseguir respiradores tem sido o nosso grande problema para podermos estruturar os sistemas de saúde (dos estados)”, afirmou ele.

O novo secretário-executivo de Saúde, Eduardo Pazuello, ressaltou que 185 novos respiradores serão entregues nos próximos dias aos estados do Norte após um apelo feito por governadores desta região em reunião nesta terça. Outros encontros com os chefes dos Executivos do Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste estão previstos para ocorrerem ainda nesta semana.

“QUADRO DE PIORA” DA COVID NO BRASIL

Teich também disse que há um “quadro de piora” na situação da Covid-19 no Brasil diante dos números mais recentes de mortes e casos confirmados em algumas regiões do país.

Ao todo, o Brasil já registrou 5.017 mortes em decorrência do novo coronavírus, além de 71.886 casos confirmados. A taxa de letalidade do vírus subiu para de 7%. Somente nas últimas 24 horas, foram 474 novas mortes - o maior número já registrado desde o início da pandemia - e mais 5.385 casos novos. 

“O Brasil tem que ser tratado de forma diferente para as diferentes regiões, mas nesses lugares onde a crise é maior vemos um quadro de piora. Vamos acompanhar isso e ver a evolução”, afirmou Teich, que também destacou que os crescentes números de óbitos e infectados pode ser uma “tendência”.

“A gente vê esse aumento como uma tendência nos lugares em que a gente tem uma pior condição da doença. Abordamos como uma evolução da curva para cima, como uma piora em relação ao dias anteriores”.

Ao assumir o ministério, Teich havia dito que uma das possibilidades de leitura para o crescimento dos números seria acúmulo de casos não reportados anteriormente. No entanto, o recorde registrado nesta terça o fez rever sua posição.

“É um número que vem crescendo. Alguns dias atrás eu coloquei que poderia ser um acúmulo de casos de dias anteriores e que estavam sendo resgatados. Mas como a gente tem uma manutenção desses números elevados e crescentes, a gente tem que abordar isso como curva que vem crescendo com um agravamento da situação”, completou.

As 474 novas mortes entre segunda e terça representam 10% do volume total de mortes pela Covid-19 no Brasil. Dessas, 146 ocorreram nos últimos 3 dias e não são confirmações retroativas. Na segunda, o Ministério revelou que há mortes sendo atribuídas à doença mais de um mês depois do dia da morte da vítima.

Leia também