Coronavírus: Candidatos à Presidência em 2018 concordam que condução da pandemia por Bolsonaro é equivocada

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Candidatos à Presidência em 2018 criticam Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus (Photo by Daniel RAMALHO / AFP)
Candidatos à Presidência em 2018 criticam Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus (Photo by Daniel RAMALHO / AFP)

Os principais candidatos à Presidência da República em 2018 concordam em um ponto: o governo do presidente Jair Bolsonaro está perdido sobre respostas efetivas à crise que a pandemia de coronavírus (Covid-19) está impondo à saúde e à economia do país e do mundo. 

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Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad criticou o atual presidente. “Se quem deveria liderar a nação, além de incapaz, for mentalmente perturbado, os danos sociais, que já são grandes, podem se tornar irrecuperáveis”.

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Para ele, “o governo brasileiro padece dos dois problemas: quem conduz o país não tem juízo e as decisões técnicas são tardias, insuficientes ou simplesmente equivocadas”.

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O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que é médico, considerou um “péssimo exemplo” a atitude do presidente Jair Bolsonaro que apertou mãos de manifestantes em frente ao Palácio do Planalto. “Desdenha de orientações mundiais, deseduca, presta desserviço. Péssimo exemplo”, disse em entrevista à Folha.

Ele destacou a importância das medidas de prevenção, como evitar aglomerações, no combate à pandemia. “É uma questão séria, é um vírus novo, não tem vacina nem tratamento específico, e o contágio é rápido. Enquanto não aparece vacina, o que precisa fazer é diminuir o vírus circulante. Tem que fazer todo o esforço para evitar aglomeração. Em vez de liderar o esforço para combater o vírus, o presidente faz o movimento contrário”, completou.

Guilherme Bolos, coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra) e candidato do PSOL à Presidência, considerou que as medidas do governo federal para lidar com o avanço do novo coronavírus são tardias e insuficientes. “Não se pode colocar o equilíbrio fiscal acima da vida das pessoas”, disse ele em entrevista à CNN.

Para ele, a maneira com que Jair Bolsonaro tem gerenciado a situação evidencia que o presidente “não está à altura do cargo”. “Desde o início desta crise, Bolsonaro foi inconsequente. Quando, ele vai diz que é histeria, faz manifestação na porta do Palácio e sai pegando na mão de todo mundo, quando trata um tema tão grave como brincadeira, mostra que não está à altura do cargo”, declarou.

A edição da medida provisória que permitia que o funcionário ficasse até quatro meses sem trabalhar e sem receber salário também gerou críticas tanto da esquerda como da direita.

Em suas redes sociais, Marina Silva (Rede-AC), ex-candidata à Presidência em 2018, classificou como “desumana” a MP 927. Na avaliação da ex-senadora, mesmo ao revogar artigo que previa a suspensão dos contratos de trabalho por quatro meses, a medida provisória ainda impõe o custo da crise ao trabalhador.

“O presidente botou a cascavel na sala para que ninguém se incomode com os outros bodes da MP 927. Recuou em relação à suspensão dos salários no período de 4 meses, mas manteve outras medidas que transferem o custo da crise para os trabalhadores. Em uma situação de risco, medo e desamparo, quando as famílias brasileiras mais precisam do governo, menos ele se importa”, afirmou.

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT-CE) classificou a condução da pandemia pelo governo como “caótica” e chamou Bolsonaro de “irresponsável e despreparado”.

“Um presidente fazer de madrugada uma lei que suspendia os salários dos trabalhadores por 4 meses, e revogar (menos mal) 6 horas depois, revela o completo despreparo, incompetência e descompromisso do presidente e de toda sua equipe”, destacou.

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