Coronavírus: escolas públicas vão parar 'gradualmente', diz Doria

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Suspensão das aulas nas escolas da rede pública será gradual, segundo Doria. (Foto: Divulgação/Flickr)
Suspensão das aulas nas escolas da rede pública será gradual, segundo Doria. (Foto: Divulgação/Flickr)

O Governo do Estado de São Paulo anunciou, no início da noite desta sexta-feira (13), novas medidas para tentar conter o avanço do coronavírus no estado, que já contabiliza 56 casos confirmados.

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O governador João Doria (PSDB) recomendou a suspensão de eventos com mais de 500 pessoas. Já as aulas da rede pública de ensino serão suspensas 'gradualmente' a partir da próxima segunda-feira (16). As medidas tiveram como base a confirmação do primeiro caso de transmissão comunitária do vírus na cidade. Ou seja, entre duas pessoas que não viajaram e não tiveram contato com nenhuma pessoa que esteve nos países mais afetados pela doença.

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“A primeira medida é recomendar a suspensão de eventos musicais, de lazer, religiosos, políticos, de esportes e de qualquer outra natureza que reúna mais de 500 pessoas. Essa recomendação atinge a área de eventos realizados por empresas privadas, uma vez que os eventos de ordem pública - organizados por prefeituras e Estado - automaticamente já estão suspensos”, afirmou Doria, em evento ao lado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

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As aulas também serão suspensas de forma gradativa, segundo Doria, já na próxima semana.

“Desta segunda, 16, até a próxima segunda, 23, vamos gradualizar a suspensão das aulas no sistema do ensino público Básico e Fundamental. Vamos recomendar o mesmo ao ensino privado. Também às universidades públicas, a recomendação é de suspender as aulas, assim como vamos pedir que as universidades privadas também o façam”, detalhou o governador.

Segundo o secretário de Educação, Rossieli Soares da Silva, as aulas desta próxima semana serão mantidas, mas com foco em palestras para informação de cuidados e possíveis riscos, destinadas tanto aos alunos quanto aos familiares.

“Não vamos fazer essa interrupção imediata pois não adianta parar com as aulas e essas crianças e jovens, que transmitem os vírus, serem colocadas juntos de seus avós e avôs, que é o público idoso que mais nos preocupa. Essa interrupção gradual acontecerá justamente para que as famílias se organizem. Se conseguirem não ir já essa semana, óbvio que não receberão falta. A partir do dia 23 então que as aulas serão definitivamente suspensas”, detalhou Rossieli.

O governo estuda até patrocinar internet para que alunos possam acessar conteúdos à distância.

Entre as universidades, a recomendação é que apenas os cursos das áreas de Saúde tenham as aulas mantidas normalmente. “Estudantes do 5º ano, 6º ano de Medicina, residentes, agora precisamos de vocês. Eu fui professor universitário e sei, conheço bem. Vocês já sabem auscultar um pulmão, aferir pressão”, pediu Mandetta.

O ministro da Saúde também anunciou o redirecionamento de R$ 94 milhões em verbas ao Estado de São Paulo, que deverão ser utilizadas em ações previstas no plano de contingenciamento contra o vírus apresentado pelo governo Doria.

“Serão R$ 2 per capita para cada habitante em todos os estados da federação. Aqui para São Paulo serão R$ 94 milhões. O uso (dessa verba) tem que se relacionar às ações do plano de contingência. Pode ser na área da Saúde, Educação, Comunicação, cada gestor de cada estado vai tomar essa decisão de como utilizar no âmbito local”, detalhou o ministro.

DORIA VOLTANDO ATRÁS

Em uma primeira coletiva de imprensa na tarde de hoje, Doria negou a intenção por parte do governo de cancelar eventos públicos e suspender aulas na rede pública.

“Estou absolutamente convicto. Não sou infectologista nem especialista em epidemias. Mas também não sou especialista em chute. Fundamentamos as ações em fatos e informações reais. Até este momento essa é a atitude correta é compreensível para a situação atua”, disse, anteriormente.

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