Idosos são mais vulneráveis ao coronavírus? Entenda

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A taxa de mortalidade pela doença aumenta a partir dos 60 anos (Foto: Antonio Masiello/Getty Images)
A taxa de mortalidade pela doença aumenta a partir dos 60 anos (Foto: Antonio Masiello/Getty Images)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Sistema imunológico mais fraco e doenças associadas tornam idosos mais vulneráveis

  • Recomendações são lavar bem as mãos e, no caso de idosos, evitar multidões

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Desde a confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, a população está em alerta. A doença já afetou mais de 80 mil pessoas no mundo todo – das quais 2.700 morreram e mais de 30 mil já se recuperaram completamente. Com a chegada do vírus, surge a dúvida: quem deve se preocupar?

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Um estudo realizado pelo Centro de Controle de Doenças chinês revelou que os idosos têm maiores chances de contrair a doença que recebeu o nome de Covid-19. Além disso, a gravidade da infecção cresce conforme aumenta a idade do paciente: nas pessoas abaixo dos 60 anos, a probabilidade de morte caso o vírus seja contraído não chega a 1,5%. Entre os 60 e 69 anos, já é de 3,6%. Na população entre 70 e 79 anos, 8%. Os octagenários têm a maior taxa de mortalidade: 14,8% das pessoas que contraíram a doença entre os 80 e 89 anos não resistiram.

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De acordo com a infectologista Roberta Schiavon Nogueira, da Sociedade Brasileira de Infectologia, essa correlação entre idade avançada e mortalidade acontece por diversos fatores. O primeiro deles é que a capacidade de resposta de defesa dos idosos é naturalmente mais baixa do que a dos jovens:

“À medida em que a pessoa vai envelhecendo, ela vai tendo seu sistema imunológico mais fragilizado. O sistema de defesa do corpo responde menos a qualquer estresse biológico.”

Outro motivo é que a população mais velha tem maior probabilidade de ter doenças que tornem o corpo mais vulnerável a infecções, como doenças cardiovasculares, pulmonares ou diabetes. A médica ressalta a importância de evitar contrair outras doenças que fragilizem o sistema imunológico – uma das formas de fazer isso é se vacinar contra a gripe, por exemplo.

De acordo com a infectologista, a única recomendação específica para a população idosa é evitar grandes aglomerações de pessoas. De resto, os cuidados devem ser os mesmos do restante da população: higienizar bem as mãos, só tossir ou espirrar em lenços ou no braço, manter o ambiente limpo.

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