Coronavírus: Governo do AM superfaturou compra de respiradores, afirma CPI

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04 June 2020, Brazil, Manaus: View into the intensive care unit of the Gilberto Novaes Municipal Field Hospital. The field hospital was set up in a school and has 180 beds, 38 of which are intensive care beds. Photo: Lucas Silva/dpa (Photo by Lucas Silva/picture alliance via Getty Images)
04 June 2020, Brazil, Manaus: View into the intensive care unit of the Gilberto Novaes Municipal Field Hospital. The field hospital was set up in a school and has 180 beds, 38 of which are intensive care beds. Photo: Lucas Silva/dpa (Photo by Lucas Silva/picture alliance via Getty Images)

Uma CPI instalada na Assembleia Legislativa do Amazonas identificou superfaturamento de quase R$ 500 mil na compra de respiradores efetuada pelo governo Wilson Lima (PSC) em abril, mês em que o estado registrou o dobro de mortes em relação à média histórica. O Amazonas registrou 55.111 casos de coronavírus até a última sexta-feira (12).

De acordo com a investigação, a Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam) recusou respiradores mais baratos oferecidos pela empresa Sonoar, que vendeu os aparelhos para outra companhia, FJAP e Cia., por R$ 2.480 milhões. No mesmo dia, os mesmos respiradores foram vendidos por esta empresa para o governo por R$ 2.976 milhões.

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“Houve um lucro real de R$ 496 mil em um intervalo de pouco mais de duas horas. Ou seja, ela lucrou quase meio milhão nesse momento”, comentou o deputado estadual Péricles Rodrigues do Nascimento, presidente da CPI.

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A Susam recebeu propostas em 8 de abril. Nesta data, foi constatada a oferta mais baixa pela FJAP e Cia., porém a CPI investigou que, uma semana antes, a Sonoar havia oferecido os respiradores por um valor mais baixo.

"A empresa [Sonoar], que não consta na relação de cotação de preços da Susam, tinha informado um preço bem inferior das anteriores. Mais inferior até da que venceu. Ela fez uma proposta no dia 1º e, depois, ainda reduziu o valor de R$ 1 mil em um dos modelos em uma proposta apresentada no dia 2 de abril, só que não consta no processo, por alguma razão", explicou o deputado.

Na última quarta-feira (10), o Ministério Público estadual deflagrou a Operação Apneia, que apura a compra de equipamentos pela Secretaria de Saúde do Amazonas. O caso também é investigado pelo Tribunal de Contas do Estado.

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