Coronavírus: Funcionários dos Correios denunciam falta de cuidados da empresa

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Federação que reúne sindicatos reclama da falta de itens de higiene. (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
Federação que reúne sindicatos reclama da falta de itens de higiene. (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios enviou uma reclamação oficial para a Organização Pan-Americana da Saúde sobre as condições as quais os funcionários da empresa estão submetidos.

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No documento, a instituição afirma que os Correios não têm realizado medidas preventivas para a transmissão do novo coronavírus, “o que pode acarretar mais ainda a propagação rápida do vírus e ainda afetar a toda população, já que é uma empresa que presta serviços a toda população entregando objetos e cartas. Sem medidas de prevenção essenciais o vírus pode chegar a pessoas isoladas por causa de objetos contaminados já que coronavírus também adere a superfície”.

A Federação ainda informa que um funcionário que trabalha em no bairro de Vila Maria, em São Paulo foi diagnosticado com COVID-19.

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Um funcionário dos Correios, que trabalha como carteiro operacional, confirmou que não recebeu nenhum tipo de material de proteção, como máscara e luvas. Ele passa o dia manuseando e entregando objetos e não mudou a rotina de trabalho.

O álcool em gel e coletivo e fica dentro das unidades. “Nós sabemos que não é 100% eficaz, mas é o mínimo que deve ser feito. Tudo isso diminui a possibilidade de você ser contaminado e, infelizmente, a empresa não tem feito isso”, conta o carteiro, que preferiu não se identificar.

O funcionário ainda relata que outros trabalhadores levam luvas descartáveis, mas compram por conta própria. Além disso, ele afirma que faltam orientação e esclarecimentos por parte da empresa.

Um colega de trabalho foi diagnosticado e, em seguida, 20 funcionários do mesmo setor foram fazer o teste. “Foram por conta própria, a empresa não arca com nenhuma dessas despesas”, diz.

Sobre medidas de higiene, o carteiro diz que pediram mais cuidado para a equipe de limpeza, mas nada além disso. Ele, que tem parentes na área de saúde, ajuda a repassar informações para os colegas. “Estamos trabalhando assustados e estamos sendo expostos”, pondera.

Apesar de concordar que é um serviço essencial, o funcionário não vê necessidade de manter todos os trabalhadores atuando ao mesmo tempo.

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Como carteiro, o funcionário garante que tem contado com pelo menos 100 pessoas todos os dias. “É um perigo muito grande, tanto a gente pegar quanto infectar outras pessoas.”

Sobre as reclamações, os Correios afirmaram que estão seguindo a determinação que define os serviços postais como essenciais, mas que a empresa está atenta à proteção de empresados e clientes e segue as determinações do Ministério da Saúde.

Entre as medidas adotadas estão o envio de orientação a todos os empregados quanto aos cuidados básicos de higiene, disponibilização de álcool gel 70% em locais próximos às estações de trabalho e intensificação de procedimentos de higienização e limpeza do ambiente e equipamentos.

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