Coronavírus: “Gostaria de ter um presidente que liderasse o país”, diz Doria sobre Bolsonaro

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão e o governador de São Paulo, João Doria, durante a solenidade de passagem do Comando Militar do Sudeste. (Foto: Agência Brasil)
O presidente da República, Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão e o governador de São Paulo, João Doria, durante a solenidade de passagem do Comando Militar do Sudeste. (Foto: Agência Brasil)

Durante entrevista coletiva neste sábado (21), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), criticou o presidente Jair Bolsonaro, que chamou o novo coronavírus (Covid-19) de “gripezinha”. Ele declarou que se sente “decepção e tristeza” com o comportamento do presidente.

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“Gostaria de ter um presidente que liderasse o país em uma crise como essa, e não minimizar problemas e dissesse que coronavírus é uma `gripezinha` e relativizar questão tão grave para o país”.

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Ele afirmou que, na ausência dessa liderança para coordenador os trabalhos e acalmar os brasileiros, governadores e prefeitos estão cumprindo seu papel e fazendo aquilo que precisa ser feito e o presidente Bolsonaro não consegue fazer”. 

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Ainda neste sábado, o governador anunciou que o número de mortes por coronavírus no estado subiu de 9 para 15. Dos seis novos casos, quatro eram mulheres, com 89, 76, 89 e 73 anos, e dois homens, com 90 e 49 anos. O paciente de 49 anos tinha tuberculose, doença que agrava o quadro causado pelo coronavírus.

Doria evitou criticar o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, mas rebateu declaração do ministro de risco de "colapso” no sistema de saúde público do Brasil.

O governador de São Paulo afirmou categoricamente que, em São Paulo, não haverá colapso.

“Estamos nos preparando desde o primeiro dia, desde o primeiro caso, com aumento no número de leitos, gestão de leitos, UTIs bem equipadas e prevenção para evitar o número de infectados. E já prevemos o aumento no número de leitos, tudo dentro do planejado”, acrescentou o médico David Uip, coordenador do Centro de Contingência da crise do coronavírus no estado.

Covas informou que a Prefeitura também se preparou para o cenário.

“Desde janeiro trabalhamos para o sistema de saúde não entrar em colapso na cidade de São Paulo. Vamos entregar dois hospitais de campanha. Além disso, foi publicada uma portaria da Secretaria Municipal de Saúde que organiza os serviços de saúde para focar e priorizar casos de coronavírus”.

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