Em crise, companhias aéreas já cortam jornadas e salários no Brasil

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Foto: Fabrizio Gandolfo/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
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Autorizadas pelo governo federal, as companhias aéreas brasileiras são as primeiras a cortar jornadas e salários para mitigar o prejuízo adquirido com a crise na aviação comercial, consequência da pandemia de coronavírus que também atinge o Brasil.

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A Gol vai reduzir jornada, salários e benefícios dos funcionários internos e aeroviários em 35%, disse a empresa em comunicado. A empresa também reduziu em 40% os salários de todos os diretores, vice-presidentes e do CEO.

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A medida vai valer durante os meses de abril, maio e junho. Também foram postergados os pagamentos de PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) de 2019, que serão feitos a partir de agosto deste ano.

A Gol também informou que os funcionários da área administrativa estão trabalhando no esquema de home office e que tripulantes, pilotos e comissários também terão redução de remuneração e jornada, por conta da diminuição dos voos. A empresa, no entanto, não informou qual a porcentagem dessa redução.

A Azul adotou um programa de licença não remunerada que já teve 600 adesões na empresa. A companhia também anunciou a redução de 25% do salário dos membros do comitê executivo e a postergação dos pagamentos de PLR.

“Além disso e do cancelamento de voos, a Azul está implementando várias medidas para reduzir o custo fixo de suas operações, que representa em torno de 40% do total de custos e despesas operacionais da Companhia”, afirmou a empresa em nota.

A Latam afirmou, via assessoria de imprensa, que tem se esforçado para a manutenção dos empregos e avalia a melhor forma de implementar medidas como a da licença não-remunerada.

A Reuters, no entanto, informou nesta quinta-feira (19) que a empresa vai cortar o salário de seus 43 mil funcionários em 50% por três meses.

O SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários) afirmou que não houve negociação entre as empresas e os trabalhadores. O sindicato se reuniu com as empresas Latam, Gol e Azul na quarta-feira (18).

Segundo o sindicato, as companhias aéreas apresentaram seus programas e não abriu possibilidade de assembleia para a categoria.

"Como as medidas têm respaldo do governo, a direção do SNA não tem como evitar a adoção das determinações dos empregadores", afirmou a entidade em nota.

A medida provisória anunciada na última quarta-feira (18) que irá permitir que empresas façam a redução de jornada e salário sem negociação com os sindicatos, porém, ainda não foi enviada pelo governo ao Congresso, e portanto ainda não está oficialmente em vigor.

Com Folhapress

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