Coronavírus: como será o futuro das arenas esportivas quando a pandemia passar?

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As estruturas das grandes arenas e ginásios também precisarão se adaptar aos novos tempos de pós-pandemia (Foto: Getty Images)
As estruturas das grandes arenas e ginásios também precisarão se adaptar aos novos tempos de pós-pandemia (Foto: Getty Images)

Com colaboração de Matheus Ribeiro

A pandemia do novo coronavírus atingiu praticamente todos os setores da economia mundial. O esporte não ficou de fora. Depois de meses sem nenhuma competição esportiva de peso, a Bundesliga voltou no último final de semana. A imagem dos estádios sem torcida, com o som vindo apenas das instruções dos treinadores ou dos berros do banco de reservas ainda é estranha ao público.

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Além do Alemão, outro campeonato que já tem data de retorno é o Português - 4 de junho (em tempo: Alemanha e Portugal foram dois dos países europeus que menos sofreram com o novo coronavírus).

A La Liga também deve retomar os trabalhos no próximo mês. Já a Premiere League ainda debate como será a volta.

Mas como será o futuro dos grandes eventos do esporte pós-pandemia? O público deixará de ir às arenas por medo de doenças como a Covid-19?

Para Francisco Clemente (Líder de Mídia e Esportes da consultoria KPMG), não dá para saber quando teremos no Brasil o retorno do futebol, mas ele dá alguma ideias. “A volta será sem público, como está acontecendo na Alemanha. Os clubes brasileiros não podem ficar parados por muito tempo. As TVs também precisam de novas atrações. Talvez dê para pensar num retorno gradual no início do segundo semestre, mas sempre colocando a saúde em primeiro lugar."

É claro que a preocupação não atinge apenas o futebol.

Para Nilo Guimarães (presidente da Liga Nacional de Basquete), os primeiros jogos pós-pandemia terão novas características. “É bem possível que, por um tempo, teremos que jogar sem a presença de público e temos que nos preparar para isso buscando fazer um espetáculo ainda melhor para os fãs que assistem aos jogos na TV e na internet”.

Já Francisco acredita que o público está sentindo falta da socialização, de ir a bares, shows, restaurantes e eventos esportivos, mas faz um alerta: “O bolso do brasileiro será impactado, como no mundo todo. O entretenimento é algo supérfluo em momentos de crise como esse e sofre cortes do consumidor. Mas acredito que no médio prazo as coisas possam voltar à normalidade", analisa.

As estruturas das grandes arenas e ginásios também precisarão se adaptar aos novos tempos de pós-pandemia. “Nesses últimos dois meses, criamos uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, preparadores físicos, fisioterapeutas, técnicos, atletas e o corpo executivo da Liga Nacional de Basquete, que desenvolveu alguns protocolos de saúde para a retomada dos jogos. Mesmo com o cancelamento da temporada 2019/2020, manteremos a equipe, que continuará atualizando esses procedimentos, estudando o que está sendo realizado em outras ligas pelo mundo, para que no final do ano, quando formos iniciar a nossa temporada 2020/2021”, contou Nilo.

Para Clemente, esse processo de reestruturação será bem nítidos ao público. “Deve haver uma restrição maior ao acesso para o controle de doenças, por exemplo. Isso deve resultar numa capacidade reduzida de estádios e arenas, mas vejo apenas no começo do processo. A paixão do brasileiro pelo futebol é enraizada. Os torcedores vão continuar indo ao campo”, disse.

Com o futuro incerto de quando o público conseguirá retornar aos grandes eventos do esporte, as transmissões via streaming podem ganhar ainda mais força.

“Há duas temporadas, adotamos a estratégia de transmissão de jogos multiplataforma. Somos, hoje, referência nesse sentido, pois contamos com sete parceiros de mídia, com públicos completamente distintos: TV aberta (Band), TV fechada (ESPN e Fox Sports), plataforma de streaming paga (DAZN), mídias sociais (Facebook e Twitter) e ainda fomos a primeira entidade esportiva do Brasil a realizar um jogo ao vivo na Twitch. Estamos sempre buscando soluções que possam trazer novas experiências ao nosso fã", falou Nilo Guimarães, presidente da Liga Nacional de Basquete.

“O streaming já vinha num ritmo acelerado. É uma nova forma de entregar conteúdo. Grandes plataformas de mídias sociais também estão fazendo esse negócio acontecer. Temos ainda uma dominância da TV tradicional, mas já vemos outros campeonatos entrando nesse meio. E um dos pontos mais interessantes é que esse tipo de plataforma permite a democratização de outros esportes que não têm espaço nos canais tradicionais. O streaming lida com um público diverso, uma comunidade apaixonada. Ligas e clubes podem se aproveitar disso”, concluiu Francisco Clemente, Líder de Mídia e Esportes da. KPMG.

Procurada, a CBF não quis se manifestar.

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