Coronavírus: Após 100 mil mortes, governo diz que é “exemplo ao mundo”

Colaboradores Yahoo Notícias
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SAO VICENTE, BRAZIL - AUGUST 07: President of Brazil Jair Bolsonaro touches his face mask during a visit to Barreiros bridge amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic on August 7, 2020 in Sao Vicente, Brazil. The Barreiros Bridge project connects the mainland and island areas of São Vicente. After the completion of the services, the bridge will support vehicle traffic of up to three axes. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)

No dia em que o Brasil ultrapassou a marca de 100 mil mortes por coronavírus, o governo Bolsonaro diz que é “exemplo ao mundo” no combate à doença. O presidente compartilhou tweets da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) rebatendo uma crítica de Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.

“Todas as vidas importam: as que vão e as que ficam. Lamentamos as mortes por Covid, assim como por outras doenças. Nossas orações e nossos esforços têm a força de um governo que dá tudo para salvar vidas, com uma reação que serve de exemplo ao mundo todo. O Brasil vai em frente”, diz um dos posts da Secretaria no Twitter.

Moro citou a frase “E daí?”, dita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em abril, quando o Brasil registrou 5.017 óbitos por Covid-19, ultrapassando a China, primeiro epicentro da doença. O perfil da secretaria defendeu o chefe do Executivo, que republicou os tweets em sua única manifestação sobre a marca de 100 mil mortes.

“Para um governo, muito mais do que palavras bonitas, a melhor forma de mostrar que se importa é trabalhando. Estamos todos do mesmo lado da trincheira na guerra que foi imposta ao mundo todo. E o governo do Brasil tem trabalhado sem descanso desde o começo”, rebateu a Secom.

Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados no sábado, o Brasil registrou 3.012.412 casos confirmados de coronavírus e 100.477 óbitos, sendo o segundo país com mais vítimas fatais em decorrência da Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos.

A Secom, por sua vez, optou por exaltar os recuperados (o Brasil também é o segundo país com mais curados, atrás dos Estados Unidos) e maquiou a taxa de óbitos por milhão de habitantes comparando com “grandes nações” como San Marino, microrregião europeia com 33 mil habitantes.