CoronaVac: Doses virão da China em nove voos e podem chegar em até 20 dias

Colaboradores Yahoo Notícias
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João Doria, (PSDB) Governor of São Paulo, during a press conference on measures to combat the Coronavirus, (COVID-19) this Wednesday, September 23, 2020 at the Palácio dos Bandeirantes in Sao Paulo, Brazil. During the press conference, Governor João Doria spoke about the veto of the public returning to football stadiums in São Paulo and about the CoronaVac vaccine. (Photo: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
João Doria, (PSDB) Governor of São Paulo, during a press conference on measures to combat the Coronavirus, (COVID-19) this Wednesday, September 23, 2020 at the Palácio dos Bandeirantes in Sao Paulo, Brazil. During the press conference, Governor João Doria spoke about the veto of the public returning to football stadiums in São Paulo and about the CoronaVac vaccine. (Photo: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)

O governo de São Paulo, por meio do Instituto Butantan, contratou nove voos – três de cargas comerciais e seis fretados – para o transporte de 6 milhões de doses prontas da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus. O carregamento, que sairá da China, conta ainda com insumos para a formulação e envase de outras 40 milhões de doses no país.

Segundo a revista Época, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, pediu urgência à Embaixada da China no Brasil: “Nossa prioridade absoluta é que essa matéria-prima chegue ao Brasil o quanto antes para que a vacina comece a ser produzida. Pedimos ajuda à Embaixada da China no Brasil e pedimos urgência na análise. Agora estamos aguardando a resposta”.

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Inicialmente, o governador João Doria (PSDB) havia anunciado que as primeiras doses chegariam ao Brasil até a próxima segunda-feira (2). No entanto, devido à necessidade de autorização de exportação pelo governo chinês, o processo pode demorar entre 15 e 20 dias.

O pedido foi submetido aos chineses na última quarta pelo Butantan após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar a importação dos insumos.

As vacinas prontas e a matéria-prima para formulação das novas doses precisam ser transportadas e refrigeradas entre 2 e 8 graus – temperatura em que é mantida a vacina da gripe, por exemplo. O insumo líquido vem armazenado em bolsas de 200 litros e será transportado nas aeronaves em contêineres.

Dimas Covas explicou que uma das vantagens da CoronaVac em relação à logística é que não precisa ser congelada.

“Há vacinas que precisam ser congeladas a 70 graus. Em um país tropical e de dimensões continentais como o Brasil, não é qualquer vacina que dá para ser distribuída”, ressaltou.