Coronavírus: vice-primeiro-ministro do Japão comenta que Olimpíadas são amaldiçoadas a cada 40 anos

Em meio à crise mundial devido à pandeia global de coronavírus, a Olimpíada de Tóquio 2020 vive cercada de incertezas. É grande a pressão pública para o adiamento dos jogos, porém o Comitê Olímpico Internacional (COI) segue com a programação normal e disse que não tomará medidas drásticas. Com isso, o vice-primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, comentou que os Jogos Olímpicos convivem a cada 40 anos com uma maldição.

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- É um problema que acontece a cada 40 anos. É a maldição das Olimpíadas, isso é um fato - disse Aso ao jornal The Guardian, da Inglaterra.

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O japonês, atualmente, é vice-primeiro-ministro do país e ministro das Finanças. Durante a entrevista, ele relembrou alguns casos para comprovar sua ideia. Em 1940, a capital japonesa receberia os Jogos pela primeira vez em sua história. No entanto, o mundo vivia em tensão com a proximidade do início da segunda guerra mundial. Dois anos antes, a política expansionista do Japão fez com que os organizadores mudassem a sede para Helsinque, na Finlândia. Porém, os jogos não aconteceram, pois o conflito teve seu início em 1939.

Quarenta anos depois, foi a vez da União Soviética receber os Jogos Olímpicos. Contudo, o mundo vivia em um momento de Guerra Fria, e 66 nações (entre elas Estados Unidos e Japão) realizaram um boicote ao país e não enviaram suas delegações à Moscou. Este ato aconteceu como forma de represália à invasão soviética no Afeganistão

Em 2020, a maldição pode ser repetir, segundo Taro Aso. Entretanto, não por conflitos políticos ou bélicos, mas sim por questões de saúde pública com uma pandemia global do novo coronavírus. No mundo todo, os indivíduos estão em regime de quarentena, sem sair de casa, assim como mais de 9 mil pessoas já morreram por causa da doença.

Atualmente, diversas competições esportivas foram canceladas ou adiadas ao redor do mundo. Porém, o COI mantém a data de início da Olimpíada para 24 de julho deste ano.

- Como vice-primeiro-ministro digo que queremos realizar as Olimpíadas em um ambiente onde todos se sintam seguros e felizes. Mas, isso não é algo que o Japão pode decidir sozinho - afirmou Aso.

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