Corinthians vive semana com problemas na justiça; entenda

Fábio Lázaro
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Essa semana tem sido complicada para o Corinthians no que se diz respeito a assuntos jurídicos. Na última terça-feira (23), a 1ª Vara Cível de São Paulo determinou a penhora de até R$ 2,1 milhões do Timão, por conta de uma dívida com a Penapolense, pela contratação do meia Marlone, em 2015. Já a 3ª Vara Cível do Estado perde o bloqueio da premiação do time corintiano feminino, que ficou em terceiro lugar na última edição da Libertadores, recebendo cerca de R$ 170 mil em premiação.

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As informações foram inicialmente publicadas pelos portais "GE.Globo" e "Meu Timão".

No "Caso Marlone", o juiz responsável, Fábio Rogério Bojo Pellegrino, pede para que recebíveis que o Corinthians precisa receber de patrocinadores, como a Hypera Pharma e Banco BMG, além de cotas de televisão, da Federação Paulista de Futebol e CBF sejam depositadas em juízo, já que a alegação da Penapolense, clube do interior de São Paulo que detinha o passe do jogador, de que não recebeu 11 parcelas dos R$ 4 milhões acordados pela aquisição foi aceita pelo Poder Judiciário.

A equipe de Penápolis ainda questionada um acordo firmado com o Timão em 2019, onde os corintianos se comprometeram saldar a dívida em 20 parcelas de R$ 140 mil, mas não cumpriram.

Essa é a segunda vitória recente do Pantera na Justiça contra o Corinthians. No fim de 2020, o clube do interior conseguiu penhorar R$ 154 mil das contas corintianas.

Time feminino

O valor bloqueado da campanha feminina do Timão na Libertadores desta temporada é fruto de uma dívida com o Instituo Santanense de Ensino, que cobrava inicialmente R$ 2,5 milhões do clube do Parque São Jorge por conta de uma parceria com a UniSan'Anna em 2008. O Instituto alugava um espaço no Parque São Jorge, que servia de campus para a Universidade, mas tempos depois alegou que o Corinthians queria impedir o acesso de funcionários e alunos, o que fez a entidade de ensino pleitear a verba indenizatória.

O processo já corre judicialmente há mais de 10 anos, e em 2018 ganhou notoriedade quando o mesmo juiz da sentença atual, Luis Fernando Nardelli, mandou penhorar a taça do Mundial de Clubes conquistado pelo Timão em 2012, decisão revertida pouco tempo depois.