Corinthians sofre com lesões no setor ofensivo e vai mudar ataque de novo

Alexandre Guariglia
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Quando Vagner Mancini topou comandar o Corinthians, ele sabia que encontraria um desafio enorme pela frente, não só pela grandeza do clube, mas também pela situação do time na temporada, tanto em termos de resultado, quanto em desempenho. Agora, além disso, ele precisa lidar com os desfalques em um setor já bastante deficiente do elenco: o ofensivo.


Na última quarta-feira, diante do América-MG, a equipe e o treinador tiveram um baque quando Cazares, o jogador mais diferenciado em campo, sentiu a coxa esquerda e precisou deixar o gramado para a entrada de Everaldo. No dia seguinte, veio a triste confirmação: o equatoriano sofreu um estiramento e ficará fora por cerca de um mês, causando mais uma baixa no ataque.

Recentemente, Mancini teve outra grande tristeza no setor, quando Gustavo Mantuan, que estava com a Seleção Brasileira sub-20, rompeu ligamento do joelho esquerdo e precisará de seis a oito meses até se recuperar. Coincidentemente, o jovem vinha ganhando espaço e importância no time titular do novo técnico corintiano, assim como vinha sendo com Cazares.

Não é exagero dizer que tanto Mantuan quanto o equatoriano eram os principais destaques ofensivos deste início de trabalho de Mancini. Agora nem um nem outro estarão à disposição nas próximas quatro semanas. Dor de cabeça para o comandante, que antes disso já sofria para escalar o ataque, tanto é que a dupla era parte de uma solução de time sem centroavante.

A ausência de um camisa 9 também se deve a lesões. Primeiro com Boselli, que tem encarado uma série de lesões, a última delas uma lombagia, que tirou o argentino dos últimos dois jogos e tirará do confronto com o Atlético-GO, que também não terá Jô, ausente desde o duelo com o Flamengo, há cinco partidas, desde que teve uma contratura na panturrilha diante do Athletico-PR. O objetivo é deixar o camisa 77 mais tempo para se fortalecer fisicamente.

- A volta do Jô é uma volta pensada, equilibrada, diante de um cenário que não é aquele que ele estreou. Eu nem estava aqui no Corinthians, mas é importante falar sobre isso, o atleta antecipou a sua volta e isso gerou uma série de complicações, não só de ordem física, como também de lesões. Então, nossa cabeça para isso hoje é que o Jô retorno à equipe a partir do momento que ele tiver uma base montada fisicamente para executar aquilo que foi pedido - disse Vagner Mancini em entrevista coletiva após o empate com o América-MG.

Sendo assim, não há outra maneira de lidar com situação senão mudar novamente o sistema ofensivo, que pelo menos terá o retorno de Otero, que não pôde atuar na Copa do Brasil. Deve ser ele um dos titulares ao lado de Mateus Vital e Matheus Davó, com Everaldo, Léo Natel, Luan ou alguma outra nova solução encontrada por Mancini dentro do elenco, como tem sido feito.

- Temos outros jogadores que podem cumprir, talvez não com a eficiência dele (Cazares), mas com ganho em outras coisas, assim é o futebol. Às vezes você perde um jogador e acaba descobrindo outro. Perdemos Jô e Boselli e descobrimos o Davó. Já tínhamos descoberto o Mantuan em posição diferente. Essa é a luta do treinador, e hoje tenho um elenco com atletas alguns desgastados pela sequência, outros que estão loucos para entrar, e nesse mix a gente vai tentando achar a equipe ideal para cada jogo até que a equipe ideal seja encontrada e a gente tenha uma sequência satisfatória - afirmou o técnico.

Nos próximos dias, o Corinthians deve anunciar um reforço para o setor: Jonathan Cafu, que estava no Al Hazm, da Arábia Saudita, emprestado pelo Bordeaux, da França. O atacante chega com aval de Mancini e se encaixa no perfil de jogador de velocidade que atua pelas pontas. Será uma opção a mais para o treinador corintiano montar o interminável quebra-cabeça do ataque.

Treino Corinthians
Treino Corinthians

Mancini conversa com os atletas (Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)