Corinthians só fará acordo com a Caixa se o banco abrir mão de R$ 66 milhões em multas

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Arena corintiana não é paga desde o ano passado (Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
Arena corintiana não é paga desde o ano passado (Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

R$ 66 milhões. É essa a diferença que separa Corinthians e Caixa de um acordo para que o clube volta a pagar o financiamento de seu estádio. Pelo menos de acordo com Matías Ávila, diretor financeiro do Corinthians. “Nós entendemos que a dívida do estádio com a Caixa é de R$ 470 milhões, mas o banco cobra R$ 536 milhões”, explica o dirigente.

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A diferença de R$ 66 milhões se deve a duas multas impostas pela Caixa. “Uma é por inadimplência e outra judicial, de processo mesmo”, acrescenta Ávila, assegurando que o Timão é frontalmente contrário ao pagamento destas multas.

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“Se a gente está querendo fazer o acordo para pagar tudo o que deve, entendemos que não é justa a cobrança das multas”, justifica o diretor financeiro, admitindo que o Corinthians está sem pagar as parcelas da Arena Corinthians. Desde o ano passado, foram quitadas somente duas prestações.

O Timão alega que parou de fazer os pagamentos desde que a nova diretoria da Caixa ignorou um acordo fechado com os antigos administradores, que previa mudanças nos valores das parcelas. Atualmente, a prestação é de R$ 5,7 milhões mensais. O Corinthians alega não ser capaz de quitar tal valor especialmente no fim do ano, período com menos ou sem jogos em Itaquera.

O acordo selado anteriormente entre as partes previa prestações de R$ 6 milhões durante oito meses do ano e R$ 2,5 milhões por mês em novembro, dezembro e janeiro e fevereiro.

Segundo o Corinthians, os novos diretores da Caixa concordam com esse modelo de negociação, que alongaria o financiamento para 12 anos. Mas exigem os R$ 66 milhões referentes às multas para colocar o acerto no papel.

“Estamos perto do acordo e a expectativa é de resolver tudo o mais rápido possível”, finaliza Matías Ávila.

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