Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras discutem redução definitiva no salário dos mais bem pagos

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Presidentes dos quatro clubes grandes de SP em um almoço no começo do ano com o presidente da FPF (Divulgação/Twitter)
Presidentes dos quatro clubes grandes de SP em um almoço no começo do ano com o presidente da FPF (Divulgação/Twitter)

O conceito de "novo normal" causado pela pandemia do Coronavírus já chegou ao futebol. Tanto que os quatro grandes de São Paulo estão negociando com a FPF (Federação Paulista de Futebol) e o Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo para repactuar os salários dos jogadores mais bem pagos. Ou seja, eles querem fazer novos contratos, com salários menores.

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Para sair do papel, a ideia precisa do principal: a aprovação dos jogadores. Como compensação, aqueles que aceitarem uma redução definitiva nos salários terão seus contratos prorrogados, garantindo um pouco mais de segurança a médio prazo.

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A intenção de Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras é aliviar suas folhas salariais neste momento de enorme dificuldade financeira e escassez de receitas. O Verdão é dono da maior folha do estado e a segunda do país, só atrás do Flamengo, com um custo mensal de aproximadamente R$ 17 milhões. Na sequência aparecem o Corinthians com R$ 12 milhões, o São Paulo com R$ 11 milhões e o Santos com R$ 10 milhões.

Para facilitar a compreensão a respeito da repactuação, vale um exemplo: Daniel Alves embolsa cerca de R$ 1,5 milhão por mês no Tricolor - pelo menos 2/3 dos vencimentos estão há vários meses atrasados. O São Paulo chama o atleta da seleção e sugere um corte de 20 a 30% em cima do R$ 1,5 milhão. Em troca, prorroga o vínculo, que termina em dezembro de 2022, por mais uma temporada.

O Palmeiras certamente será aquele que mais se beneficiará se os contratos forem repactuados. É que pelo menos dez jogadores ganham mais do que R$ 400 mil mensais. Com os acordos, o Verdão equacionaria sua folha nos próximos anos sem precisar abrir mão dos jogadores mais talentosos. Lucas Lima, por exemplo, embolsa R$ 950 mil mensais entre salários, direitos de imagem, luvas e bonificações.

Rescisão em último caso: Nas conversas entre os quatro grandes clubes, também se conversou sobre a possibilidade de jogadores que não aceitarem repactuar seus contratos terem os vínculos rescindidos de forma amigável ou facilitação para serem negociados com times do exterior ou do próprio Brasil.

Uma situação que exemplifica bem esse contexto é a de Uribe no Santos. Comprado do Flamengo no ano passado por R$ 5 milhões, o atacante ganha R$ 420 mil mensais e não consegue ser titular. Se não topar uma redução no salário, ele pode ser estimulado a procurar um outro emprego.

Vale lembrar que no fim do mês passado vazou um áudio de Robinho, ex-atacante do Santos, tratando exatamente sobre essa questão. "O futebol está assim porque os caras estão com salários altos, ok. Mas quem oferece esses salários altos? O jogador vai no presidente, aponta uma arma e fala: ‘Se você não me pagar 500 mil eu te mato’, é isso? São os clubes que oferecem. Se o clube ofereceu, é porque pode pagar. É só não oferecer", disse.

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