Corinthians repete erros de Cruzeiro e Santos com salários atrasados e corre riscos

Goal.com

O Corinthians tem recebido muita atenção em 2020 pela situação econômica, principalmente após a divulgação de um aumento de R$ 170 milhões de reais na dívida do clube no ano passado. E essa fase parece que pode cobrar um alto preço do clube do Parque São Jorge.

Sem pagar aos jogadores o salário registrado em carteira (CLT) há três meses, problema divulgado inicialmente pelo Meu Timão, o clube abre precedente para que aconteça uma debandada de atletas, como se deu recentemente em Santos e Cruzeiro, por exemplo.

Explica-se: pela Lei Pelé, o atleta pode pedir rescisão unilateral do seu vínculo com o clube caso seja comprovado que ele não recebeu o pagamento de três salários mensais. Ou seja, todos os jogadores que não receberam nesses 90 dias podiam deixar o time livremente, uma debandada que passaria das centas de milhões em ativos do clube.

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O cenário foi vivido recentemente pelo Cruzeiro, que atrasou uma série de pagamentos após a divulgação de esquemas de corrupção da diretoria, e viu um time bicampeão da Copa do Brasil deixar o clube sem render praticamente nada.

Alguns fizeram acordo, outros foram dispensados, mas houve quem utilizasse da lei para rescindir o contrato. Um deles, por sinal, é o volante Ederson, que deixou a Raposa no começo deste ano e acertou justamente com o Corinthians.

Alguns anos atrás, em 2014, quem viveu este drama foi o Santos. O Peixe, que vinha de momento financeiro complicado por investimentos como o feito no atacante Leandro Damião, viu algumas figuras do elenco rescindirem o vínculo na Justiça.

Os mais marcantes foram o lateral esquerdo Mena, que disputou a Copa do Mundo daquele ano e poderia render dinheiro aos cofres santistas, e o volante Arouca, que acertou um bom salário com o Palmeiras e rompeu o contrato com o clube da Vila Belmiro.

Segundo apurou a reportagem, a diretoria alvinegra não acredita que haverá uma mobilização para debandada dos atletas no futuro próximo. A expectativa é de quitar o dinheiro devido com a grana a ser recebida pelo meia Pedrinho, que se apresenta ao Benfica em julho.

O Timão tem direito a receber 14 milhões de euros, correspondentes a 70% dos direitos econômicos do jogador, um valor que pode chegar na casa dos R$ 90 milhões.

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