Corinthians recusa proposta de R$ 18mi da Caixa e negociação esfria

Jorge Nicola
Timão tirou patrocínio da Caixa da camisa diante do São Paulo  (Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

A possibilidade de a parceria entre Corinthians e Caixa Econômica acabar de vez aumentou consideravelmente nos últimos dias. A oferta do banco estatal, de R$ 18 milhões, foi recusada pelo presidente alvinegro Roberto Andrade, que exige os mesmos R$ 30 milhões do último contrato, encerrado em 13 de abril.

Há uma diferença considerável nos valores: a Caixa só quer estampar sua marca até dezembro, enquanto o Corinthians exige a renovação por uma temporada.

“Esses R$ 18 milhões são brutos. Se considerarmos as contrapartidas tradicionais, chegaríamos a um valor bem abaixo e insuficiente”, avalia um diretor do Timão. “Como a relação com o banco nunca foi das melhores, vamos trabalhar para tentar encontrar um novo parceiro”, acrescenta o dirigente, admitindo a busca por outros interessados.

A negociação com a Caixa já havia sido extremamente desgastante no ano passado. A ponto de o clube ter excluído por mais de um mês o logotipo do banco de seu uniforme e das placas de publicidade no centro de treinamento e na arena. No fim, o Timão não conseguiu aumentar a pedida de R$ 30 milhões, mas o valor passou a ser exclusivo para o peito da camisa – as costas ficaram liberadas para novo patrocínio.

Voltando a 2017: o contrato de R$ 18 milhões até dezembro renderia R$ 2,1 milhões por mês, levando em conta que a oferta havia sido feita para começar a partir de 13 de abril. Já o antigo acordo valia R$ 2,5 milhões mensais. Corinthians e Caixa são parceiros desde dezembro de 2012. A assinatura foi anunciada pouco antes do embarque do time para o Japão, onde seria disputado dias depois o Mundial de Clubes da Fifa.

Sem o dinheiro do patrocínio, a condição financeira do Timão, que já é ruim, tende a ficar ainda pior. É que o clube tem socorrido recorrentemente o estádio, deficitário desde agosto do ano passado. A consequência da falta de dinheiro: o clube tem atrasado com alguma frequência o pagamento de salários e direitos de imagem dos atletas.

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