Corinthians mostra mais organização e precisa de Fagner no ataque

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Quem esperava o Corinthians dando um espetáculo em Salvador no último domingo, certamente não vive na mesma realidade que nós mortais. Levando isso em conta, a equipe teve uma atuação honesta, dentro de suas limitações e mostra sinais de que, em algum momento, pode se tornar um time de verdade. No entanto, para isso, precisará contar com a participação ofensiva de Fagner.

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Diante do Bahia, o Timão se mostrou bastante organizado, principalmente em comparação com os jogos anteriores. Seria mentiroso da minha parte afirmar que o time melhorou, ou que está bom, mas é inegável que houve uma evolução nesse quesito. Apesar de o Bahia ter feito uma partida terrível, os corintianos foram bem seguros defensivamente e muito compactos.

O problema mesmo aparece quando a bola vai do meio para frente, por conta da pobreza de criatividade do time, que para piorar a situação não tinha seu melhor jogador de ataque: Gustavo Mosquito, que perdeu o pai na última semana. Todos sabem que um sistema defensivo com Fagner, Gil, Cássio, Gabriel e Fábio Santos, uma hora vai se acertar e esse caminho parece traçado.

Se na defesa a tarefa é mais simples pelas peças disponíveis, no ataque o buraco e mais profundo, já que não há um leque de opções para o setor ofensivo e a busca é por alternativas para suprir essas lacunas. Tanto é que as jogadas partem de Cantillo, invertendo para Ramiro, com infiltrações de Roni e Gabriel, ou seja, somente volantes citados na construção que exemplifiquei.

Ainda que Jô tem trazido uma maior retenção de bola no ataque, maior poder no jogo aéreo, proporcionando que time ganhasse segundas bolas, ele pouco acrescentou perto do gol. Era ele o jogador mais ofensivo da equipe escalada por Sylvinho, especialmente no primeiro tempo. Na segunda etapa, isso mudou, já que Fagner passou a atuar muito mais do meio para frente.

O lateral, desde a chegada de Sylvinho, tem sido utilizado mais "preso" na defesa, já que o treinador considera essa sua melhor qualidade. No entanto, fica evidente o quanto Fagner muda as partidas quando tem mais liberdade para atacar. Contra o Bahia, ele foi essencial em três grandes oportunidades, duas com assistências e uma chutando de longe, exigindo grande defesa.

Dessa forma, apesar da preferência de Sylvinho, o Corinthians está em uma escassez tão grande de talentos ofensivos, que não dá para desperdiçar essa qualidade ofensiva de Fagner. Gostem ou não, ele é o melhor lateral-direito do país, um dos raros com poder suficiente para fazer a diferença em jogos por aqui. O crescimento do Timão passa por Fagner no setor de ataque.

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