“Quase todo” do Corinthians, Léo Santos negocia renovação

Autor do gol do empate do Corinthians contra a Ponte Preta, no último domingo, o zagueiro Léo Santos já ouviu do clube que deve receber em breve uma proposta para renovação do seu contrato. Aos 18 anos e com pouco mais de um ano e meio de vínculo restante com o Timão, o defensor explicou a divisão dos seus direitos econômicos e mostrou-se receptivo a uma proposta alvinegra.

“Para falar a verdade, não sou 100% do Corinthians, apenas 70%, e 30% são meus. Isso é bom. O Corinthians tem uma grande porcentagem, posso estar na vitrine e aparecer mais. Agora é trabalhar”, comentou o jogador, que assinou seu primeiro contrato profissional antes de disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2016, com validade até setembro do ano que vem.

“O pessoal me procurou para conversar sobre isso, mas essa parte não é comigo, procuro só focar no campo mesmo. Eles já devem estar em contato com meus empresários, provavelmente”, avaliou o atleta, que tem no atual elenco alguns exemplos de jogadores formados nas categorias de base com vínculos estendidos pela atual diretoria.

Preocupada com o assédio de clubes do exterior com o maior aproveitamento de nomes como Guilherme Arana, Maycon e Marciel, a cúpula alvinegra resolveu assinar novos acordos com cada, pelo menos por mais dois anos do que os antigos, aumentando salários e, consequentemente, a multa rescisória. À espera da sua vez, Léo é só elogios á forma com que o Timão trabalha o seu futebol.

“Fico muito feliz por ter esse tratamento aqui no clube, me deram total apoio, sempre deram conselhos, trabalhando, falaram que ia chegar minha hora. Eu tinha apenas de focar e esperar. Sou jovem, tenho 18 anos, mas jogo sem problema algum. Mas tem de tomar cuidado comigo, claro”, disse.

Enquanto espera uma chance de ser titular em uma sequência de partidas, porém, Léo ainda tem de conviver com algumas características típicas de alguém que ainda não “explodiu” no futebol. Usuário diário do Metrô em São Paulo, ele não consegue imaginar se será reconhecido pelos outros milhões de passageiros após marcar até um gol pelo clube mais popular da cidade.

“Ainda não tive a oportunidade de andar de metrô (depois do gol). Hoje (segunda-feira) vou andar, provavelmente, porque tenho de ir para o curso da auto escola. Não sei se o pessoal vai reconhecer ou não (risos)”, contou o zagueiro, que em breve espera chegar de carro aos lugares. “Sou piloto, sou bom”, assegurou ele.