Wenger fica cada vez na "corda bamba" após nova goleada sofrida pelo Arsenal

Londres, 8 mar (EFE).- A segunda goleada sofrida pelo Arsenal para o Bayern de Munique por 5 a 1, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, aumentaram as interrogações sobre a permanência do técnico francês Arsene Wenger no clube, pouco mais de 20 anos após sua chegada.

O placar agregado na eliminatória de 10 a 2 resultou na sétima queda consecutiva na mesma fase da competição. A última vez que a equipe seguiu até às quartas, foi em 2009/2010, quando passou pelo Porto, mas acabou batido na sequência pelo Barcelona.

A manutenção de Wenger, de 67 anos, no banco do Arsenal já é questionada há alguns anos pela torcida e também pela imprensa especializada. A situação vem piorando devido a queda de rendimento no Campeonato Inglês, em que os 'Gunners' estão na quinta colocação, e as derrotas para o Bayern na 'Champions'.

Para piorar, o time caiu ainda nas quartas de final da Copa da Liga, graças a derrota para o Southampton, em casa, por 2 a 0. Já na Copa da Inglaterra, os comandados pelo francês estão entre os oito melhores e terão que encarar o modesto Lincoln City, da quinta divisão.

Nos últimos dez anos, os títulos do Arsenal escassearam, o que vem levando a torcida ao desespero. Ao todo, foram dois troféus da Copa da Inglaterra e mais dois da chamada Community Shield, que é a Supercopa do país.

Após 20 anos, a expectativa é de que o clube londrino opte por mudanças, diante da pressão, embora, oficialmente, já tenha sido sinalizado a Wenger a intenção de renovar seu contrato, que termina no dia 30 de junho deste ano.

Ontem, antes do jogo pela Liga dos Campeões, cerca de 400 torcedores protestaram nos arredores do Emirates Stadium contra o comando do francês. Entre os cartazes, se lia "Fora Wenger", "Não a um novo contrato", "Basta, é hora de ir", entre outras.

Em 1996, quando chegou, após deixar o Nagoya Grampus, do Japão, Wenger assumia o chamado 'Boring, boring Arsenal' (Chato, chato Arsenal), com a missão de transformar o estilo da equipe, algo que conseguiu nos primeiros anos.

A ideia de dar mais destaque a posse de bola e colocar fim ao jogo direto, mais habitual na Inglaterra. Chegou a ser campeão invicto, em 2003/2004, em time que tinha Thierry Henry, Dennis Bergkamp, Robert Pires, Patrick Vieira, entre outros.

Duas temporadas depois, ainda foi vice-campeão continental, no último grande ato.

As contratações questionáveis e o investimento em jovens, ao invés de jogadores renomados ajudaram a aumentar os questionamentos ao trabalho do francês no Arsenal, algo que deixou o clube, constantemente, atrás de Manchester United, Chelsea, Manchester City.

Os nomes especulados para suceder Wenger não são poucos, quase todos apontando para uma mudança de estilo. O italiano Massimiliano Allegri, da Juventus, o argentino Diego Simeone, do Atlético de Madrid, e o alemão Thomas Tüchel, do Borussia Dortmund, seriam alguns dos alvos.

Além disso, surgem os nomes de Henry, atualmente auxiliar-técnico da seleção belga, Bergkamp, auxiliar do Ajax, Vieira, treinador do New York FC, e o ex-zagueiro Steve Bould, auxiliar de Wenger, todos com passagens e títulos com a camisa 'gunner'. EFE