Corinthians encaminha acordo para ter Tiago Nunes em 2020

LUCIANO TRINDADE
Folhapress
*ARQUIVO* 20.10.2019 - Tiago Nunes dirige o Atlhetico-PR na partida contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro. Técnico Chegará ao Corinthians com quatro auxiliares, mas está disposto a cumprir o compromisso de dirigir o Athletico até o fim do Campeonato Brasileiro. (Foto: Heuler Andrey/DiaEsportivo/Folhapress)
*ARQUIVO* 20.10.2019 - Tiago Nunes dirige o Atlhetico-PR na partida contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro. Técnico Chegará ao Corinthians com quatro auxiliares, mas está disposto a cumprir o compromisso de dirigir o Athletico até o fim do Campeonato Brasileiro. (Foto: Heuler Andrey/DiaEsportivo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Corinthians e Tiago Nunes, 39, definiram na manhã desta terça (5) os termos do contrato para o técnico assumir a equipe alvinegra na vaga de Fábio Carille, 46, demitido no domingo (3). Caso o acerto seja confirmado, contudo, o novo treinador corintiano só assumiria o cargo em 2020.

A ideia de Nunes era seguir à frente do Athletico-PR até o fim de seu contrato, em dezembro. Ainda nesta terça (5), no entanto, o clube anunciou a demissão do treinador e criticou a postura dele e do Corinthians.

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"A memória é curta no futebol. Tiago Nunes esqueceu muito rápido que poucos meses atrás treinava o time Sub-19 do Furacão", diz trecho do documento. "Nossa decepção maior foi da maneira que fomos tratados pelo Sport Club Corinthians Paulista", acrescenta a nota.

Mais cedo, horas antes da emissão do comunicado, o diretor de futebol da equipe paulista, Duílio Monteiro Alves, confirmou o contato com Nunes, mas disse que o interino Dyego Coelho, promovido do time sub-20, deverá permanecer à frente da equipe até o fim do Campeonato Brasileiro independentemente da negociação.

"No futebol, só existe negócio com papel assinado. O nome [do Tiago Nunes] interessa, existe a possibilidade. Enquanto isso, Coelho toca o time. Quando Tiago acertar, saberemos se será para agora ou para a próxima semana. Imagino que só para a próxima temporada, seja quem for", afirmou o dirigente.

A reportagem apurou que o clube deverá gastar cerca de R$ 850 mil por mês com os salários do treinador e seus auxiliares —cinco profissionais.

O vínculo, inicialmente, terá duração de um ano, até dezembro de 2020, e terminar junto com o fim do mandato do presidente Andrés Sanchez.

Segundo o Duílio Monteiro Alves, assim que a demissão de Carille foi anunciada, o clube foi procurado por técnicos do Brasil e do exterior. "Recebi mais de 30 ofertas de treinadores, alguns parados, outros empregados. Recebi de fora do país, argentinos, portugueses. Estamos analisando."

Carille deixou o Corinthians após uma série de oito jogos sem vencer, com quatro derrotas, inclusive a que culminou em sua saída, a goleada de 4 a 1 sofrida para o Flamengo.

Além dele, outro sete funcionários do departamento de futebol também foram desligados, entre eles o coordenador de futebol Emerson Sheik, ex-jogador do clube.

Com o técnico, o time alvinegro conquistou o Paulista deste ano e até chegou a brigar pelas primeiras colocações do Nacional, mas não sustentou a performance. Foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil e na semifinal da Sul-Americana. O treinador deixa o cargo com pouco mais de 50% de aproveitamento em 69 partidas.

A queda de Carille iniciou uma reformulação no Corinthians, anunciada já na coletiva de Andrés Sanchez após a derrota para o Flamengo, no domingo (3).

Tiago Nunes virou a primeira opção do Corinthians após se credenciar como um dos destaques da nova geração de treinadores, pelo seu trabalho no Athletico.

Nunes comandou o time alternativo que venceu o Campeonato Paranaense de 2018, assumiu a equipe principal no meio daquela da temporada (após a saída de Fernando Diniz), e conquistou os inéditos títulos da Copa Sul-Americana (ano passado) e da Copa do Brasil, neste ano.

Gaúcho de Santa Maria, ele não foi atleta e construiu sua carreira treinando equipes do interior do Brasil, depois de se formar em educação física. Passou por clubes como Sapucaiense e Bagé, no Rio Grande do Sul, e Luverdense, do Mato Grosso, e as categorias de base do Grêmio, antes de chegar ao Athletico.

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