Corinthians e São Paulo: enormes diferenças após 9 jogos na temporada 2017

Fábio Carille e Rogério Ceni. Os jovens técnicos de Corinthians e São Paulo iniciaram suas carreiras comandando equipes profissionais nesta temporada. E, logo de cara, treinando clubes enormes, um desafio tremendo.

Por enquanto os objetivos traçados têm dado resultado. Ambos estão na terceira fase da Copa do Brasil e lideram seus grupos no Campeonato Paulista, nada mais do que suas obrigações em função de todo aparato financeiro e estrutural que possuem em relação aos rivais.

As metas têm sido alcançadas de forma muito diferente quando o assunto é o campo de jogo, entendimento tático de cada um e, especialmente números.

Nas nove vezes que entrou em campo de forma oficial (sete pelo Paulistão e duas na Copa do Brasil), o Corinthians marcou nove gols, média baixa de um por partida. A segurança defensiva, entretanto, chama a atenção. Foram só quatro tentos sofridos e em apenas dois jogos, já que o saiu de campo sem levar gols em sete oportunidades.

O São Paulo é justamente o oposto disso. Também com nove partidas oficiais, marcou 26 gols, média de quase três por jogo, e sofreu 16, quase dois de média por encontro. O time não deixou de balançar as redes adversárias nenhuma vez e só não tomou gol nessa série de jogos no confronto pelo Moto Club, na Copa do Brasil.

Os números são os retratos dos elencos que Carille e Ceni têm à disposição, mas também mostram o que cada um quer neste início da carreira. O técnico do Corinthians quer um futebol pragmático, seguro defensivamente, com poucos riscos. O técnico do São Paulo deseja um futebol de mais riscos, ofensivo, de movimentação constante. Em comum, a entrega dos elencos, característica fundamental para ambos, que precisam muito de resultados. E não certo ou errado.