Corinthians disponibiliza Neo Química Arena como ponto de vacinação contra a Covid-19 em SP

João Conrado Kneipp
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Soccer Football - Brasileiro Championship - Corinthians v Sao Paulo - Neo Quimica Arena, Sao Paulo, Brazil - December 13, 2020 General view inside the stadium before the match REUTERS/Amanda Perobelli
Corinthians colocou a Neo Química Arena à disposição como ponto de vacinação em São Paulo. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

O presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, anunciou que o estádio Neo Química Arena estará à disposição do governo de São Paulo para servir como ponto de vacinação contra a Covid-19.

A declaração foi postada na rede social do presidente do clube. O estádio está localizado na região de Itaquera, zona leste da capital.

A previsão do governo de João Doria (PSDB) é que a imunização no estado comece no próximo dia 25 utilizando a CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

Na quinta-feira (7), o governo de São Paulo declarou que a eficácia da CoronaVac contra o novo coronavírus é de 78% nos testes conduzidos no Brasil.

No entanto, o início da vacinação depende que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) conceda autorização para uso emergencial da vacina.

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O pedido foi protocolado na manhã desta sexta-feira (8) na agência, que agora terá um prazo de até 10 dias para analisar todos os documentos enviados pelo Butantan dos estudos da fase 3 dos testes da vacina no país.

ENTENDA O CRONOGRAMA DE VACINAÇÃO EM SP

A primeira fase do PEI (Plano Estadual de Vacinação) em São Paulo prevê a aplicação de 18 milhões de doses da CoronaVac. O cronograma inicialmente divulgado prevê a 1ª fase entre 25 de janeiro de 2021 a 28 de março de 2021, totalizando 9 semanas.

Haverá uma escala por faixa etária, iniciando pelos trabalhadores da saúde, quilombolas e indígenas. Depois, avançando primeiro nos mais idosos. Serão 2 doses por pessoa.

A princípio, os grupos prioritários que receberão as doses iniciais da CoronaVac são os profissionais de saúde, pessoas acima de 60 anos, indígenas e quilombolas. Ao todo, serão 9 milhões de pessoas imunizadas nesta fase: 7,5 milhões de idosos, e 1,5 milhão de integrantes do grupo de trabalhadores da saúde, quilombolas e indígenas.

O critério de escolha, segundo o governo, levou em consideração a incidência de óbitos provocados pelo novo coronavírus.