Corinthians defende tabu e tenta superar traumas em Itaquera

O duelo do Corinthians diante do São Paulo, neste domingo, às 16h (de Brasília), tenta marcar uma espécie de divisor de águas na relação do clube com seu estádio, principalmente em mata-matas. Após mais uma eliminação no estádio de Itaquera no meio da última semana, contra o Internacional, pela Copa do Brasil, o time colocará frente a frente seu ótimo retrospecto no local em Majestosos e sua errante performance nas partidas eliminatórias.

Com seis classificações e seis eliminações jogando na arena por mata-matas, o clube sucumbiu nas duas oportunidades em que enfrentou rivais locais: primeiro foi o Palmeiras, que saiu vitorioso nos pênaltis na semifinal do Paulista de 2015, depois foi o Santos, que fez 2 a 1 no Alvinegro e sacramentou sua classificação às quartas de final da Copa do Brasil daquele ano.

As vagas conquistadas, por sinal, se deram na metade das vezes contra times de divisões inferiores (Red Bull, Botafogo-SP e Luverdense), mostrando um desempenho pior quando os adversários são de Série A do Brasileiro ou os chamados “grandes” (vitórias sobre Bahia, Ponte e Fluminense, derrotas contra Palmeiras, Santos e Internacional, além do tradicional Nacional-URU).

Por outro lado, os jogadores também podem se apegar ao futebol desempenhado sempre que encontram o rival do Morumbi na Zona Leste paulistana. Desde a inauguração do local, cinco Majestosos foram jogados lá, com quatro vitórias alvinegras e apenas um empate. No total, são 14 gols marcados e apenas 4 gols sofridos, com direito a um 6 a 1 no jogo da entrega da taça de campeão brasileiro em 2015.

“Temos eliminações, mas temos classificações também. Para a imprensa é mais fácil falar das quedas porque é marcante. Mas passamos já vários jogos de mata-mata dentro de casa”, comentou o técnico Fábio Carille, enaltecendo a campanha desempenhada até o momento pelo elenco independentemente da eliminação precoce no torneio nacional.

“Empatamos o último jogo em casa e caímos nos pênaltis. Chegamos agora em igualdade com o São Paulo em relação a jogos, não tem que ter uma pressão extra. O que tem que ter, sim, é uma responsabilidade de fazer um grande jogo”, bradou o comandante, um dos poucos treinadores da história recente com retrospecto positivo em mata-matas ali, com três classificações e apenas uma eliminação.

Ainda como interino, Carille comandou a vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, no ano passado, que selou uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Depois, viu o time empatar por 1 a 1 com o Luverdense, em 2017, avançando para o confronto diante do Inter, e derrotar o Botafogo-SP, nas quartas de final do Paulista. “Vamos lá para fazer um grande jogo”, assegurou o corintiano.

Por ter vencido por 2 a 0 a partida de ida, no estádio do Morumbi, o Timão pode até perder por um gol de diferença para o Tricolor que chegará à final do Estadual. Caso o rival consiga um triunfo por dois gols de diferença, a definição vai para os pênaltis. Três gols ou mais em favor do time do Morumbi dá a vaga aos são-paulinos, enquanto qualquer outro resultado além desses citados fará do Corinthians um dos finalistas.