Corinthians começa a pagar dívida pelo atacante Carlinhos

Aos poucos o Corinthians tenta diminuir seus débitos pendentes com contratações feitas. Após ser cobrado por falta de pagamento por clubes como o Coritiba, que reclamou do não pagamento das duas primeiras parcelas referentes aos R$ 1,2 milhão acertados pelo atacante Kazim, o time foi atrás do Novorizontino, equipe de origem do atacante Carlinhos, e começou a quitar a dívida que tem por ter adquirido 50% dos direitos econômicos do atleta.

“Sim, eles nos procuraram para acertar essas pendências que eles tinham. Eles já pagaram as duas primeiras parcelas e já temos previsão sobre as que faltam”, afirmou à Gazeta Esportiva o presidente do clube aurinegro, Genilson da Rocha Santos, presente ao conselho técnico da Federação Paulista de Futebol (FPF), na última quinta-feira, na sede da entidade.

O valor de R$ 1 milhão que o Timão pagou pelo centroavante, artilheiro da última Copa São Paulo de Futebol Júnior, foi fechado em 2014, quando Carlinhos passou a integrar as categorias de base do time. Desde então, porém, nem um dinheiro havia caído na conta da equipe do interior, que chegou a falar publicamente sobre a dívida corintiana.

“Não precisamos dar parte na Justiça nem nada. Claro que houve uma cobrança porque é um valor importante para o Novorizontino, mas conseguimos acertar tudo com tranquilidade”, continuou o mandatário do Tigre, que ainda detém 50% dos direitos do atleta e espera poder lucrar ainda mais no futuro com uma possível valorização do goleador.

Alçado à equipe profissional no segundo semestre do ano passado, o jogador é uma das esperanças da comissão técnica para rivalizar com Jô e Kazim como centroavante. Ele provavelmente faria parte da lista de inscritos no Campeonato Paulista, mas uma cirurgia no púbis acabou tirando-o de combate.

De olho na disputa das quartas de final do Paulista, nas quais encara o Palmeiras a partir deste domingo, às 19h (de Brasília), Genilson ainda explicou por que preferiu não seguir o caminho do Linense, que abriu mão do seu mando de campo em busca de mais dinheiro com bilheteria.

“Nós pensamos mais no lado humano, na emoção do nosso torcedor em acompanhar o time. Difícil falar do quanto abdicamos de dinheiro, mas fica na casa de uns R$ 300.000 ou R$ 400.000”, explicou o dirigente, reconhecendo que o preço dos ingressos terá de ser um pouco mais caro para compensar a opção. “Mas não será nada abusivo”, assegurou.