Corda com laço de enforcamento é encontrada na garagem de Bubba Wallace e NASCAR abre investigação

Jim Utter
motorsport.com
Bubba Wallace, único piloto negro da Nascar. Foto: Chris Graythen/Getty Images
Bubba Wallace, único piloto negro da Nascar. Foto: Chris Graythen/Getty Images

Neste domingo, a NASCAR Cup realizaria sua etapa em Talladega, mas a prova precisou ser adiada por causa da chuva. Mesmo assim, o evento foi marcado por protestos envolvendo a bandeira confederada e até uma ameaça a Bubba Wallace, que encontrou em sua garagem uma corda de enforcamento, o que levou a NASCAR a abrir uma investigação imediata para descobrir quem deixou o objeto no local.

A carreata, que aconteceu do lado de fora do autódromo, teve uma presença reduzida de carros que conduziam a bandeira, símbolo dos estados do sul dos Estados Unidos que eram a favor da manutenção da escravidão, um dos motivos que levaram à Guerra Civil no século XVIII. A bandeira foi banida dos autódromos pela NASCAR há duas semanas.

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Mas a manifestação que mais chamou a atenção certamente foi a que envolveu Wallace, único negro do grid da Cup Series. Foi encontrado em sua garagem uma corda com laço comumente usado em enforcamentos. A NASCAR confirmou que abriu uma investigação para descobrir quem deixou o objeto na garagem do piloto.

A categoria divulgou um comunicado na noite do domingo.

"Estamos bravos e indignados, e não conseguimos colocar em palavras o quão sério levaremos esse ato hediondo. Lançamos imediatamente uma investigação e vamos fazer tudo em nosso poder para identificar a(s) pessoa(s) responsáveis, e eliminá-los do esporte".

"Como já dissemos anteriormente, não há lugar para o racismo na NASCAR, e atos como esse apenas reforçam nossa vontade de tornar o esporte aberto e receptivo para todos".

Devido à restrições de acesso por causa da pandemia, as únicas pessoas com acesso às garagens da Cup são membros das equipes da Cup, funcionários da NASCAR e fiscais da pista.

Wallace também se manifestou sobre o acontecimento:

"O ato deplorável de racismo e ódio desta noite me deixa muito triste, e serve como um doloroso lembrete do quanto ainda precisamos andar como sociedade, e o quão persistente precisamos ser na luta contra o racismo", disse.

"Nas últimas semanas, eu recebi muito apoio positivo de pessoas de diversas áreas da NASCAR, incluindo outros pilotos e membros de equipes".

"Juntos, nosso esporte se comprometeu a realizar mudanças reais e liderar uma comunidade que é aberta e receptiva a todos. Nada é mais importante e não serei parado por ações repreensíveis daqueles que buscam espalhar o ódio. Como minha mãe me disse hoje, 'eles apenas estão tentando te assustar'. Isso não vai me quebrar, eu não vou desistir. Eu vou continuar defendendo o que acredito com muito orgulho".

pic.twitter.com/koL655AJB9

— Bubba Wallace (@BubbaWallace) June 22, 2020

No dia 10 de junho, a NASCAR confirmou que estava banindo a presença da bandeira dos estados confederados em qualquer área de seus eventos.

Durante o sábado e domingo, um grupo de pessoas em motos e caminhonetes circularam ao redor do autódromo com bandeiras confederadas. O protesto foi pacífico e não houve confrontos, sendo que o único problema causado foi o tráfego criado devido à baixa velocidade de circulação.

Além disso, duas horas antes do horário marcado para o início da corrida no domingo, um pequeno avião sobrevoou o autódromo de Talladega carregando um banner com a bandeira confederada e a frase Defund NASCAR (Cortem o financiamento da NASCAR).

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