Copa do Mundo: presidente da Fifa comenta proibição da cerveja e diz que torcedores 'vão sobreviver'

Gianni Infantino aproveita longo discurso em Doha para falar da cerveja na Copa (Foto: FRANÇOIS-XAVIER MARIT/AFP)


Durante longo discurso feito neste sábado, em Doha, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, rebateu críticas à Copa do Mundo e aproveitou para falar sobre a proibição da venda de cerveja nos arredores dos estádios no Qatar, na qual a decisão foi tomada 48 horas antes da partida de abertura.

O mandatário tocou no assunto de forma irônica e alegou que os torcedores "vão sobreviver" se não conseguirem beber cerveja alcoólica durante o Mundial.

- Sobre a questão do álcool... Se esse for o maior problema que tivermos para a Copa do Mundo, vamos falar logo disso para eu poder ir para a praia relaxar um pouco. Cada decisão que foi tomada nessa Copa foi conjunta entre Fifa e Qatar. Tudo foi discutido e debatido de maneira conjunta. Haverá diversas Fan Zones onde você poderá comprar álcool. 100 mil pessoas poderão tomar cerveja ao mesmo tempo. E, se uma pessoa não conseguir tomar cerveja por três horas do dia, ela vai sobreviver - disse Infantino.

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Até o momento, o único local em que haverá venda de cervejas será no Fan Fest, e apenas em uma janela de quatro horas, entre 19h e 1h do horário local. Somente quem estiver nos camarotes dos estádios poderão usufruir da bebida durante as partidas.

Além disso, valor do copo de meio litro segue em torno de R$ 75, ou 50 riais catarianos na moeda local. Dessa forma, será a cerveja mais cara da história da competição.

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Por outro lado, o presidente da Fifa destacou que as regras para não vender bebidas alcoólicas nos estádios não é algo exclusivo desta Copa do Mundo. Infantino ressaltou que as mesmas normas acontecem em países como França, Espanha e Escócia.

- Temos que lembrar que essas são as mesmas regras da França, da Espanha, da Escócia, onde também não há cerveja nos estádios. Mas querem falar só daqui, porque é um país muçulmano - destacou.