Copa: Imigrante filipino morreu trabalhando durante a fase de grupos

Protestos contra o tratamento dado aos trabalhadores ocorrem desde antes do início da Copa do Mundo. Foto: Marcos del Mazo/LightRocket via Getty Images
Protestos contra o tratamento dado aos trabalhadores ocorrem desde antes do início da Copa do Mundo. Foto: Marcos del Mazo/LightRocket via Getty Images

Um trabalhador filipino morreu durante a fase de grupos da Copa do Mundo, enquanto realizava reparos no resort Sealine Beach, utilizado pela seleção da Arábia Saudita enquanto estavam no Catar.

Segundo o site The Athletic, o trabalhador sofreu um acidente com uma empilhadeira, no qual escorregou e bateu a cabeça no concreto. Outros trabalhadores relatam terem ouvido um helicóptero ter chegado ao local logo em seguida, mas que o homem filipino não pode ser salvo. Os funcionários do resort não foram oficialmente informados a respeito da morte, mas disseram que o trabalhador sumiu após o incidente.

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O homem seria funcionário da empresa catariana Salam Petroleum, e estaria no resort para consertar as luzes em um estacionamento. Funcionários, que não querem ser identificados, disseram ao The Athletic que o trabalhador não estava utilizando equipamentos de proteção, e que geralmente três pessoas seriam necessárias para realizar o trabalho de troca das lâmpadas, e haviam apenas dois.

Desde a escolha do Catar para sediar a Copa do Mundo, a FIFA tem sido alvo de protestos de diversos grupos de direitos humanos ao redor do mundo. Um dos tópicos mais comentados é o tratamento dado à trabalhadores imigrantes no país, sendo que a população imigrante é maior que a população nascida no Catar. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse esse ano ao Parlamento Europeu que três trabalhadores haviam morrido durante a construção dos estádios para a Copa, enquanto o grupo Human Rights Watch afirma que as mortes passam da casa dos milhares. O secretário-geral do Comitê Supremo da Copa, Hassan Al-Thawadi afirmou em entrevista que as mortes estão em cerca de 400.

O governo do Catar está investigando o ocorrido, por ela ter ocorrido em uma área adjacente ao resort, e pelo trabalhador ser terceirizado e não um funcionário contratado do local.