Relembre a “histórica” Copa do Mundo de Futebol Feminino 2019

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A equipe dos EUA foi a grande vencedora de 2019 (Reprodução/Instagram/@mrapinoe)
A equipe dos EUA foi a grande vencedora de 2019 (Reprodução/Instagram/@mrapinoe)

A Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019, realizada na França,  foi a oitava edição do campeonato que reúne os melhores as melhores seleções do mundo. A competição começou no dia 7 de junho, tendo a final em 7 de julho – com um total de onze cidades diferentes sediando as partidas do torneio. O Mundial da França quebrou recordes de público e audiência e elevou o esporte a outro patamar, além de ter trazido à tona debates fundamentais sobre a desvalorização do futebol feminino no Brasil e no mundo. No Brasil, pela primeira vez canais de TV aberta (Globo e Band) transmitiram os jogos de uma Copa do Mundo Feminina e teve ótima recepção do público.

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As jogadoras do time dos Estados Unidos venceram a equipe dos Países Baixos na Final por 2x0 e conquistaram a Copa do Mundo pela quarta vez, sendo o segundo consecutivo. Uma jogadora norte-americana se destacou no time e em toda competição, por seu talento e postura na luta por equidade de salários e direitos entre o futebol masculino e feminino (e também por responder a uma provocação do presidente Donald Trump): Meghan Rapinoe – que meses depois da conquista da sua equipe na França, ganhou o prêmio de Melhor Jogadora do Mundo da Fifa. 

Veja alguns dos fatos memoráveis dessa Copa:

O recorde de Marta

Com dois gols marcados pelo Brasil, um no duelo contra a Austrália e outro contra a Itália, Marta chegou à marca de 17 gols na história de todas as Copas, superando o recorde que era do alemão Miroslav Klose, se tornando a maior goleadora em mundiais. Tornou-se ainda a primeira, entre homens e mulheres, a marcar em cinco edições diferentes do torneio mundial.

A atuação do time brasileiro

Infelizmente, o Brasil perdeu para França nas Oitavas de Final por 2x1, em um jogo muito emocionante. A Seleção Brasileira Feminina de 2019 se despediu da craque Formiga, que com 41 anos jogou sua sétima Copa. E também será lembrada pela alegria e entrosamento entre as jogadoras, que até criaram e cantaram uma música que marcou o time: ‘Jogadeira’.

A chuteira e o batom de Marta

Em sua estreia na Copa, no jogo contra a Austrália, Marta entrou em campo com chuteira sem patrocínio e que carregava uma mensagem de igualdade de gênero no esporte. Além da chuteira sem patrocínio, outro item usado por Marta que chamou a atenção foram os batons de cores fortes. Patrocinada pela Avon, a jogadora entrou em campo contra a Itália usando um batom roxo escuro e, contra a França, a cor escolhida foi o vermelho.

Recorde de público

A edição de 2019 da Copa do Mundo de Futebol Feminino já era histórica antes mesmo de começar: quando ainda faltavam 50 dias para o seu início, a Fifa divulgou que cerca de 720 mil ingressos já tinham sido vendidos, já um recorde para a competição. Além disso, quatro jogos tiveram seus ingressos esgotados em 48h antes do início das vendas: o jogo de estreia entre França e Coreia do Sul, as semifinais e a final.

Melhor audiência da história da competição

 Fifa divulgou ao final da Copa, que 1,12 bilhão de pessoas assistiu à competição tanto pela internet quanto pela televisão ao redor do mundo. O estudo divulgado pela entidade, inclusive, coloca os quatro jogos do Brasil dentro das oito partidas mais vistas em todo mundo.

A América do Sul foi responsável por um aumento de 560% na audiência comparando a Copa de 2019 com a edição anterior, no Canadá, em 2015. Em números absolutos, o Brasil representou o maior crescimento, com 81 milhões de pessoas a mais. Na audiência total da Copa do Mundo, a América do Sul representou 44,8%, a maior entre todos os continentes.

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