Copa América e Eurocopa são adiadas para 2021 por causa do coronavírus

Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Copa América de 2020, que seria disputada de junho a julho na Argentina e na Colômbia, foi adiada para 2021 em razão da pandemia de coronavírus.

A Eurocopa, o torneio de seleções europeias que estava previsto para o mesmo período da Copa América, também foi transferido para o ano que vem.

As decisões foram tomadas nesta terça-feira (17), em reuniões por videoconferência da Conmebol (confederação sul-americana) e da Uefa (entidade que comanda o futebol europeu) com as federações dos países de seus respectivos continentes.

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A possibilidade de transferir os eventos para o ano que vem ganhou força nos últimos dias, já que, com os torneios nacionais e continentais de clubes da Europa paralisados, não haveria tempo de terminar a temporada 2019/2020 até 12 de junho, data inicialmente marcada para o início tanto da Copa América quanto da Eurocopa.

Um grupo especial de trabalho foi montado pela confederação europeia para estudar de que forma as ligas nacionais e as competições continentais como a Champions League e a Liga Europa poderão ser finalizadas.

Essa força-tarefa é integrada por membros da Uefa, da Associação dos Clubes Europeus, da Associação das Ligas Europeias e da FifPro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol). O grupo se comprometeu a tentar encerrar as competições até o dia 30 de junho deste ano, realocando partidas das ligas para os dias da semana e jogos da Champions e da Liga Europa para os fins de semana.

Na esteira dos adiamentos da Euro e da Copa América, a Fifa anunciou também nesta terça que o novo Mundial de Clubes, cuja primeira edição estava prevista para 2021, também precisará ser adiado, já que os torneios continentais da América do Sul e da Europa passaram para o ano que vem.

A decisão sobre o torneio foi anunciada em um comunicado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, que convocou uma reunião por videoconferência para esta quarta-feira (18) com representantes das confederações para discutir os adiamentos. Entre eles, o do Mundial, analisando a viabilidade de realizá-lo em 2021, 2022 ou 2023.

Na nota, Infantino também diz que espera poder readequar o calendário mundial do futebol até o fim de abril, "se as circunstâncias permitirem".

De acordo com a entidade máxima do futebol mundial, o novo torneio de clubes, que será disputado na China, reunirá 24 clubes, entre eles oito europeus e seis sul-americanos. Os critérios de classificação, porém, ainda não foram definidos.

A Eurocopa deste ano seria a primeira da história a ser realizada em mais de um ou dois países, com jogos espalhados por 12 cidades diferentes: Amsterdã, Baku, Bilbao, Bucareste, Budapeste, Copenhague, Dublin, Glasgow, Londres, Munique, Roma e São Petersburgo.

Para 2024, a competição voltará a ser realizada em sede única, na Alemanha.

De acordo com a Uefa, o torneio será disputado de 11 de junho e 11 de julho de 2021, mesma data anunciada pela Conmebol para a realização da Copa América, que apesar de ter sido disputada no ano passado, com o Brasil campeão, ganhou nova edição em 2020 para se alinhar ao calendário da Euro.

Os presidentes das duas entidades destacaram a colaboração entre as confederações para a readequação dos torneios.

"Eu gostaria de agradecer a Alejandro Domínguez e à Conmebol, que concordaram em adiar a Copa América de 2020. Esses esforços conjuntos e especialmente essa ação coordenada e responsável são profundamente apreciadas por toda a comunidade europeia do futebol", disse Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, em comunicado.

"Gostaríamos de agradecer especialmente os senhores presidentes da República Argentina, Dom Alberto Fernández, e da República da Colômbia, Dom Iván Duque, por toda cordialidade e colaboração permanentes pela organização deste grande campeonato. Agradecemos também à Uefa e seu presidente, Aleksander Ceferin, pelo trabalho conjunto e pela decisão coordenada de postergar a Eurocopa 2020 em benefício de toda a família do futebol", afirmou Alejandro Domínguez, mandatário da Conmebol, também em nota.

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