Contratação de ex-judoca na diretoria do COB é investigada pelo MPF

Contratação de Rogério Sampaio na direção do COB está na mira do MPF-RJ (Foto: Divulgação/COB)
Contratação de Rogério Sampaio na direção do COB está na mira do MPF-RJ (Foto: Divulgação/COB)


A contratação de Rogério Sampaio, campeão olímpico no judô nos Jogos de Barcelona-1992, como diretor-geral do Comitê Olímpico do Brasil (COB) é alvo de uma investigação do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro por suposto conflito de interesses.

Isso porque Sampaio foi contratado assim que deixou cargo de Secretario de Esporte de Alto-Rendimento no extinto Ministério do Esporte, onde tinha como uma das funções fiscalizar o comitê. A informação foi publicada pelo “Uol”.

“O ex-judoca Rogério Sampaio Cardoso assumiu a função de Diretor Geral do Comitê Olímpico do Brasil, em 25/04/2018, horas após se desligar do cargo de Secretário Nacional de Alto Rendimento (Portaria de 9 de maio de 2018, publicada em 10 de maio de 2018 no DOU, com efeitos a partir de 25 de abril de 2018), sem respeitar o período de quarentena de 6 (seis) meses estabelecido pela Lei 12.813/2013 (arts. 1º, 2º, 6º, II e 12), o que pode configurar ato de improbidade administrativa, sem prejuízos de outras sanções cabíveis (documentação anexa)”, informa documento do MPF.

O COB informou que, antes de assumir o cargo de diretor-geral, Sampaio solicitou à Comissão de Ética da Presidência da República a dispensa do período de quarentena, o que foi concedido pelo órgão.





COB passa por sequência de escândalos

O COB passa por uma série de escândalos. O L! revelou que a entidade mantém máquinas de alto poder de detecção, que custaram mais de R$ 4 milhões, subutilizadas no Laboratório Olímpico. Elas deveriam ser utilizadas em pesquisas com atletas. Além disso, o presidente Paulo Wanderley é alvo do MPF após um relatório da auditoria que aponta indícios de fraudes e desvios de R$ 1,2 milhão em serviços de tecnologia da informação.

Na sexta-feira, uma Assembleia Geral Extraordinária aprovou mudanças no estatuto da entidade, mas vetou propostas polêmicas sugeridas pela diretoria, que enfraqueceria os mecanismos de transparência, como tirar a área de compliance do Conselho de Ética. O órgão, inclusive, perdeu o poder de investigação.



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