A contragosto de elenco, Santos tem Pacaembu como trunfo para virada

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Não era o que parte do elenco e o próprio Dorival Júnior queriam, mas o Santos disputará no estádio do Pacaembu, na capital paulista, o jogo de volta das quartas de final do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta, dia 10 de abril (uma segunda-feira). Ao mesmo tempo, porém, o local é uma espécie de trunfo para o time do litoral, que acumula no Paulo Machado de Carvalho uma sequência de 17 vitórias consecutivas – desde abril de 2014.

O Santos é, inclusive, dono do recorde de maior sequência de vitórias no Pacaembu – o Corinthians aparece em segundo, com 15 triunfos consecutivos. A marca teve início em abril de 2014, no segundo jogo da final do Paulista, contra o Ituano: 1 a 0. Desde então, foram mais 16 jogos no estádio e 16 vitórias, incluindo um histórico 5 a 0 no Botafogo, pelas quartas de final da Copa do Brasil, e um 3 a 0 no clássico contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro.

Caso mantenha este retrospecto e confirme a sua 18ª vitória seguida no Pacaembu, o Santos leva a disputa das quartas de final ao menos para a decisão nos pênaltis, já que acabou derrotado pela Ponte Preta no jogo de ida por 1 a 0, no Moisés Lucarelli. Só que, apesar da incrível sequência de vitórias no estádio, esta não era a vontade de parte do elenco santista.

O próprio Dorival Júnior, em entrevista coletiva concedida após a partida deste sábado (1), no Moisés Lucarelli, evitou falar sobre o assunto e deu a entender que ele e parte do elenco queriam mesmo a Vila Belmiro para o jogo de volta.

"Não vou falar nada a respeito dessa definição. Foi feita a definição, cada um tem uma maneira de pensar, eu respeito. Nós vamos jogar no Pacaembu e vamos fazer um grande jogo", disse o treinador santista.A transferência do jogo para o Pacaembu partiu da diretoria do Santos, que inclusive chegou a propor para a Ponte Preta que as duas partidas acontecessem no estádio. O clube campineiro, porém, bateu o pé e manteve o confronto no Moisés Lucarelli.

Segundo apurou a reportagem, funcionários do Santos e até alguns atletas veem a decisão da diretoria como política. Em ano de eleição presidencial, a atual diretoria vê na transferência uma possibilidade de aumentar seus votos com os sócios de São Paulo.