Contra o desespero da zona de rebaixamento, Vanderlei Luxemburgo prega calma ao Vasco

Felippe Rocha
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A situação do Vasco no Campeonato Brasileiro é para lá de preocupante. Ainda mais depois de uma derrota, com péssimo desempenho, para um adversário direto, a possibilidade de rebaixamento ficou mais concreta. É natural, neste cenário, que uma enxurrada de críticas aconteça. E para que elas não abalem ainda mais um time que precisa se reerguer, Vanderlei Luxemburgo prega calma.

- A primeira coisa é baixar a bola, deixar o ambiente tranquilo. Não adianta deixar a parte externa afetar. Hoje (após a derrota para o Fortaleza) está todo mundo criticando, se ficarmos com isso em nós é ruim. Vamos absorver, nos preparar e respeitar as críticas. Mas temos que ter calma. Conversar sobre isso e até já conversei no vestiário - afirmou o treinador, depois do último jogo.

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Diante da fragilidade técnica da equipe, das limitações táticas e dos maus resultados, não é a primeira vez que Luxa apela para o lado psicológico com o objetivo de blindar o time. Neste jogo mais recente, inclusive, a psicóloga da equipe, Maíra Ruas, esteve na capital cearense.

- Temos uma psicóloga que trabalha bem todo dia e está na viagem. O treinamento foi excelente. Eu não tinha visto o time treinar dessa forma ainda, tão bem. Eu estava totalmente esperançoso. Nem sempre acontece como a gente imagina. Vamos analisar com tranquilidade. Vamos aceitar as críticas, que são pesadas - reforçou o treinador, que completou, mais adiante:

- A coisa não acabou. Temos que ter consciência disso. Se tivermos isso, estaremos em condição. Mas se acharmos que, em função da atuação de hoje (quarta-feira), já fomos rebaixados é melhor nem entrar em campo. Temos que acreditar que são três jogos e podemos brigar por alguma coisa. Estou chateado, entendendo a crítica, mas equilibrado para fazer a preparação. Temos que acreditar que podemos ganhar do Inter - projetou.

Acreditar, ter calma, entender a crítica... expressões que se repetem no vocabulário de Vanderlei Luxemburgo, e que o treinador parece que vai ter que utilizar até o fim da competição.