Contra 'pedra no sapato' do Verdão, Eduardo quer usar força máxima

Thiago Ferri

Dos três semifinalistas no Campeonato Paulista, aquele que o Palmeiras não vence há mais tempo é curiosamente seu próximo adversário, a Ponte Preta. Enquanto contra Corinthians e São Paulo a história nos anos recentes tem sido favorável ao Verdão, a Macaca tornou-se uma pedra no sapato do atual campeão brasileiro: já são cinco partidas sem vencer, ou quase dois anos.

Desde o triunfo por 2 a 0 na Arena Pantanal em 5 de julho de 2015, a Ponte venceu três jogos e empatou outros dois. Neste ano, os times ficaram no 1 a 1 em um amistoso no Allianz Parque, e na primeira fase do Estadual, a Macaca venceu, por 1 a 0. Só no novo Palestra Itália são quatro jogos e nenhuma vitória palmeirense - duas derrotas e dois empates.

Este histórico recente é um dos motivos que fazem o Palmeiras não adotar o discurso de que "deu sorte" ao escapar de um clássico. Contra o Corinthians, por exemplo, eram seis jogos de invencibilidade (quatro vitórias e dois empates) até a derrota no Estadual; diante do São Paulo, o time venceu todas no Allianz Parque (três partidas) e nos últimos sete confrontos foram cinco triunfos alviverdes, um empate e uma derrota no Choque-Rei.

Desde a vitória no último minuto sobre o Peñarol (URU), Eduardo Baptista ainda não fez um esboço da equipe que enfrentará a Ponte Preta, neste domingo, às 16h, no Moisés Lucarelli. O técnico, porém, deixou claro: não pensará em poupar ninguém.

- Vamos jogar com o máximo que der. Teve um desgaste físico e emocional. Vamos avaliar tudo, depois temos uma semana livre para descansar e vamos com força máxima dentro do que for possível. Não vou com ninguém que não estiver 100%, perdemos para eles (Ponte) recentemente e vamos com o que tem de melhor. Mas só vamos definir no sábado - avisou o treinador.

A princípio, a única posição que pode ter mudança é a lateral direita, pois Jean está totalmente recuperado e inclusive participou de um jogo-treino com os reservas na quinta. Jogadores que poderiam ser poupados, a menos que sintam algum desconforto, devem ser mantidos, porque após o jogo deste fim de semana serão seis dias de trabalhos sem jogos. A próxima partida do Palmeiras será só no dia 22 de abril, a volta contra a Ponte, no Allianz Parque.









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