Contas do Grêmio de 2020 são dignas de aplausos, e contratações mais ousadas se tornam reflexo destes números

Fabio Utz
·2 minuto de leitura

As contas do Grêmio do exercício de 2020 foram aprovadas na noite desta segunda-feira pelo Conselho Deliberativo do clube. E não poderia ser diferente.

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Em um ano totalmente atípico, o Tricolor conseguiu um superávit de R$ 38 milhões - fechou no azul pela quinta temporada seguida. Afora o fato de, em meio à pandemia, ter visto suas receitas operacionais diminuírem apenas 1,51% em relação a 2019 (de R$ 497 milhões para R$ 489 milhões). A receita oriunda do futebol foi de R$ 384,5 milhões, enquanto o custo chegou a R$ 309,8 milhões, indicando um superávit, nesta pasta, de R$ 74,7 milhões. Além disso, o EBITDA, indicador financeiro que representa quanto a instituição gerou de recursos por meio de suas atividades operacionais, descontando impostos, amortização, depreciação e resultado financeiro, foi de R$ 93 milhões – perda de apenas 2,54% em relação ao ano anterior.

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A gestão do Grêmio é, sim, muito cuidadosa com as finanças da instituição. Embora muito se fale das dificuldades em investir na contratação de jogadores, nos gabinetes o presidente Romildo Bolzan Júnior e seus pares fazem um trabalho impecável, digno de aplausos. Não é todo mundo que tem a capacidade de levar adiante um clube gigante, sem qualquer tipo de sobressalto, com todo o caos instalado no Brasil e no mundo. E isso aconteceu na Arena. Se antes o mandatário azul dizia que 2020 seria o ano da sobrevivência, é possível afirmar, sem medo de errar, que a tormenta imposta pela Covid-19 não mexeu nas estruturas do clube. Talvez o fato de, agora, se estar "gastando" mais para trazer reforços seja um reflexo dessa administração.

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