Investigadas na Lava Jato, principais construtoras do país pedem recuperação judicial

Odebrecht é a mais nova integrante entre as construtoras investigadas na Lava-Jato que abriu recuperação judicial  (Foto: AP Foto/Andre Penner, Arquivo)
Odebrecht é a mais nova integrante entre as construtoras investigadas na Lava-Jato que abriu recuperação judicial (Foto: AP Foto/Andre Penner, Arquivo)

Construtoras investigadas da Operação Lava-Jato vêm entrando com pedidos recuperação judicial nos últimos anos. A mais recente delas é a Odebrecht. A ODB, holding do grupo, acumula dívida de R$ 80 bilhões e abriu a maior recuperação homologada no país nesta segunda-feira (17).

As empreiteiras envolvidas na Lava-Jato têm recorrido à recuperação judicial numa tentativa de equacionarem os seus balanços. Cerca de 30 construtoras são investigadas na operação.

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O processo de recuperação judicial é uma tentativa de evitar a falência e facilitar a obtenção de crédito junto a bancos públicos e privados. As principais entraram com pedido. Veja quais são:

Odebrecht

O grupo enfrenta grave crise financeira desde que virou pivô da Operação Lava-Jato, com dívidas que somam R$ 80 bilhões. Só com bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e BNDES as dívidas chegam a R$ 12 bilhões.

UTC

A UTC Participações entrou com pedido na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A dívida a ser negociada pelas empresas do grupo é de R$ 3,4 bilhões. Acabou fechando um acordo de leniência com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU).

Neste acordo, se comprometeu a pagar R$ 500 milhões de multa em ressarcimento aos cofres públicos por desvios na Petrobras, Eletrobras e Valec.

OAS

O Grupo OAS apresentou o pedido de Recuperação Judicial de nove de suas empresas à Justiça de São Paulo. A intenção da empreiteira, que tem 40 anos de atividades, era, com isso, renegociar suas dívidas com credores e fornecedores. A empresa também decidiu que concentrará esforços em “construção pesada”.

Mendes Junior

A Mendes Junior pediu recuperação judicial em 2016 na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte. Também investigada na Lava-Jato, a construtora alega que desde o fim de 2014 sofre impactos por causa da situação econômica do país. A Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, condenou executivos e ex-executivos da Mendes Junior por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Entre eles está o ex-vice-presidente executivo da construtora, Sérgio Cunha Mendes.

Queiroz Galvão

A empreiteira entrou com um pedido de recuperação judicial para duas unidades de energia que administram hidrelétricas nos Estados de Minas Gerais e Mato Grosso. Em março, credores rejeitaram um pedido de renegociação da dívida fora dos tribunais para as duas unidades, Jauru e Santa Clara.

O principal ativo à venda pela empresa é o controle da CAB Ambiental, com a qual a Galvão espera receber R$ 550 milhões por 66,7% da companhia de saneamento. Desse montante, uma fatia de 25%, já líquida de impostos, será destinada ao caixa da Galvão, para capital de giro.

Schain

No ano passado, 24 meses após a homologação do plano de recuperação, o juiz Marcelo Sacramone, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, decretou a falência do grupo Schahin, rebatizado de Base Engenharia e Serviços de Petróleo e Gás.

A falência atingiu sete empresas do grupo: Schahin Empreendimentos Imobiliários, Schahin Securitizadora de Créditos Financeiros, Schahin Desenvolvimento Imobiliário, Companhia Schahin de Ativos, HHS Participações, Satasch Participações e Casablanca Internacional Holding.

O juiz afirmou que a holding descumpriu o plano de pagamento de créditos trabalhistas. A Schahin acumula dívida de pelo menos R$ 6 bilhões.

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