Construção da Arena Corinthians foi decidida em jantar na casa de Odebrecht

Rafael Silva
Foto: Gazeta Press

Todo o modelo de financiamento do estádio do Corinthians, na  região leste da capital paulista,  foi costurado em uma reunião informal na casa de Marcelo Odebrecht. A informação foi dada pelo executivo em sua delação premiada.

O encontro contou com a presença de integrantes do governo federal, estadual, municipal e do Corinthians. Um dos presentes foi o ex-jogador Ronaldo Nazário. A presença do ‘Fenômeno’ teria sido uma tentativa do clube de dar um maior sentido de importância ao evento.

Marcelo Odebrecht ainda revelou que as partes evolvidos não honraram seus compromissos e resumiu a situação como uma verdadeira ‘zona’.  Ele também afirmou ter feito um empréstimo na fase final da obra no valor de R$ 350 milhões para conseguir entregá-la. Orçado em R$ 350 milhões, o estádio passou a custar  R$ 820 milhões com a Copa do Mundo e atualmente tenho custo estimado em mais de R$ 1 bilhão.

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O projeto teria sido fechado com a presença de autoridades como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD); e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.  Pelo Corinthians participaram Andrés Sanchez, o então diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg, e o ex-jogador Ronaldo Nazário de Lima.

O acerto teria sido feito ’de boca’ e o Corinthians se comprometeu a pagar o empréstimo de e R$ 400 milhões; o governo federal, a aprovar o empréstimo; a prefeitura, a emitir R$ 420 milhões em créditos imobiliários e pagar as estruturas provisórias para o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014.

“Estádio de abertura de Copa do Mundo é um absurdo. Você faz o estádio para um dia. É o evento da abertura, que tem 70 chefes de estado, e depois você tem de desmontar um bocado de coisa. Nenhum outro evento vai justificar aquele estádio”, resumiu o executivo.