Conselho Deliberativo do Sport suspende direitos de sócio de dois ex-presidentes

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Williams Aguiar/Sport Club do Recife
Williams Aguiar/Sport Club do Recife


Na última terça-feira, o Conselho Deliberativo do Sport decidiu em reunião pela suspensão do título de sócio pertencente a dois ex-presidentes do clube, Arnaldo Barros e Humberto Martorelli, com a justificativa de que uma auditoria feita no clube apontaram dívidas referentes a má-gestão que chegavam na casa dos R$ 60 milhões.

Nessa quinta (15), os dois emitiram uma nota conjunta oficial, rebatendo todos os apontamentos feitos pelo Conselho do Leão da Ilha explicando que, na verdade, os valores devidos provém de acúmulo referente a outras gestões e que simplesmente não eram considerados na contabilidade.

Além de dar maiores detalhes no que foi chamado como "ajuste contábil necessário", a nota afirma claramente que a atitude se trataria de um ato de "revanche" por parte de integrantes da Torcida Jovem, maior organizada do Sport e que teria forte influência nos bastidores da atual administração do clube.



Veja abaixo a nota conjunta na íntegra:

Tendo em vista as notícias veiculadas a respeito de decisão do Conselho Deliberativo do Sport Club do Recife com críticas às gestões dos ex-presidentes João Humberto Martorelli e Arnaldo Barros, e desde logo agradecendo as inúmeras manifestações de solidariedade recebidas, os dois ex-presidentes esclarecem que:

1 - O alegado aumento de passivo do Sport decorre do fato de que, a partir da gestão de Martorelli, o clube passou a reconhecer integralmente nos balanços valores de dívidas tributárias cujos débitos originais correspondem a exercícios anteriores a 2014 (o clube não pagava sequer o IPTU da sede e ignorava isso no balanço) e diversos outros passivos que também não eram reconhecidos na contabilidade. Não se trata, portanto, de endividamento financeiro ou de qualquer outra natureza, mas de ajuste contábil necessário e de acordo com as boas práticas contábeis e de governança.

2 - Dando continuidade a um processo iniciado na gestão de Gustavo Dubeux, o clube, na gestão de Martorelli, passou a se profissionalizar, regularizou todos os tributos, passou a registrar adequadamente seus movimentos contábeis e financeiros, abriu conta bancária (que não existia) e obteve todas as certidões negativas.

3 - O Sport conseguiu nas renegociações de seus contratos televisivos com a Rede Globo, entre final de 2015 e início de 2016, receitas extras de R$ 70 milhões. Ao contrário do alegado, as negociações, tidas como antecipações irregulares, foram formalizadas em contratos e aprovadas na reunião do Conselho Deliberativo (CD) de 6/6/2016. Nessa reunião, conforme consta expressamente na respectiva ata, Martorelli alertou textualmente que "esta renegociação renderia um desconto de R$ 18 milhões para o período 2019/2020". O CD aprovou e autorizou a utilização dos recursos pelo clube, tendo o conselheiro nato Wanderson Lacerda sugerido que parte deles fosse utilizada na construção do hotel do CT, o que foi feito.

4 - Todas as despesas realizadas nas duas gestões estão devidamente contabilizadas e foram auditadas por auditoria internacional de primeira linha.

5 - A suspensão dos direitos de sócio de Martorelli e de Arnaldo é um ato irracional, irresponsável e de puro revanchismo, a serviço, voluntário ou não, da Torcida Jovem, que, ela sim, foi e deveria continuar banida do clube, ao invés de estar prestigiada pela atual gestão, como demonstra sua presença maciça na reunião do CD que deu guarida às acusações.

6 - Os acusadores falsos e levianos serão, eles sim, imediatamente processados criminalmente e civilmente por todas as ofensas à honra e à reputação dos dois ex-presidentes Martorelli e Arnaldo.














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