Conselho Deliberativo mantém afastamento de Peres da presidência do Santos

Fábio Lázaro
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O Conselho Deliberativo do Santos manteve o afastamento do presidente José Carlos Peres da presidência do clube. Em reunião virtual realizada nesta quinta-feira (05), 127 (88%) conselheiros foram favoráveis, sete (5%) contrários e 10 (7%) se abstiveram em relação ao pedido de impeachment de Peres.

O Egrégio já tinha aprovado o parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância que previa a abertura do processo de impedimento e consequente afastamento no dia 28 de setembro, dando ao presidente a possibilidade de apresentação e ampla defesa, o que não ocorreu. No dia 28 de outubro, José Carlos Peres enviou à Mesa Diretora do Conselho Deliberativo um informe onde diz não ter sido notificado do prazo de 30 dias para apresentação do seu resguardo.

Com a manutenção da decisão do Conselho Deliberativo, José Carlos Peres segue afastado do comando santista até a Assembleia de Sócios, prevista para o dia 21 de novembro. Caso os associados sigam a decisão dos conselheiros, Peres será sumariamente impedido do seu cargo no clube, além de não poder concorrer a atos eletivos no Alvinegro durante 10 anos.

José Carlos Peres foi convidado pelo presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, para participar virtualmente da reunião, mas não ingressou na videoconferência.

Enquanto isso, Orlando Rollo segue no exercício da presidência santista e permanecerá até o fim da gestão caso os sócios optem pelo impeachment de José Carlos Peres.

Uma nova administração iniciará no Santos em janeiro. No dia 12 de dezembro está previsto o pleito eleitoral para o próximo triênio. Rollo não se coloca como candidato e nomeia o seu tempo à frente do Peixe como "gestão de transição", onde ele tem buscado a aproximação dos oito pré-candidatos, Andrés Rueda, Daniel Curi, Esmeraldo Tarquínio, Fernando Silva, Ricardo Agostinho, Rodrigo Marino, Milton Teixeira Filho e Vágner Lombardi.

Os membros o Comitê de Gestão, Anilton Perão, Estevam Juhas, Fábio Gaia, José Bruno Carbone, Matheus Rodrigues, Paulo Shiff e Pedro Doria também foram afastados dos seus cargos no Peixe, mas para serem impedidos do quadro associativo santista precisarão ser acionados em processos específicos.