Conselho do Brasileirão rejeita volta de público a estádios

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Jogo do Flamengo sem público no Maracanã

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O conselho técnico da Série A do Campeonato Brasileiro decidiu nesta quarta-feira não permitir a volta do público aos estádios enquanto todas as cidades que têm times na primeira divisão não autorizarem a presença de torcedores, informou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A decisão só não teve apoio do Flamengo, que não compareceu à reunião, depois que a Prefeitura do Rio de Janeiro liberou a presença de público em jogos do time no Maracanã a partir da semana que vem.

O Flamengo argumenta que o conselho não tem competência para deliberar sobre o tema e considera que não cabe à CBF ou aos clubes deliberar acerca da presença de público nos estádios, por não se tratar de questão desportiva.

"Compete exclusivamente às autoridades governamentais locais dispor sobre a possibilidade ou não de público em eventos esportivos ou de outra natureza”, afirmou o clube em nota.

Uma nova reunião de clubes da Série A deve ocorrer no dia 28. Os clubes pretendem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e ameaçam até parar a competição caso a volta de público não seja igual para todos.

“Os clubes manifestaram, por unanimidade, que irão pleitear à CBF que sejam suspensas rodadas da competição nas quais clubes sinalizem com a utilização de liminar para contar com público nos estádio”, afirmou a CBF em nota.

A prefeitura do Rio liberou na terça-feira a presença de milhares de torcedores no estádio em partidas do Flamengo a partir da semana que vem, em meio à pandemia de Covid-19 e apesar da disseminação da variante Delta do coronavírus, mais contagiosa, na cidade.

O clube há tempos pressionava pela volta do público aos estádios e já havia feito várias tentativas de obter permissão das autoridades neste sentido.

A prefeitura do Rio liberou a presença de convidados no Maracanã neste ano na final da Copa Libertadores e na decisão da Copa América. Nos dois casos houve aglomeração dentro do estádio e desrespeito aos protocolos sanitários, o que levou a prefeitura a multar a CBF e a Conmebol, entidade que comanda o futebol sul-americano.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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