Conselho do Atlético-MG revoga decisão sobre nome da Arena MRV


Em reunião de ânimos quentes ocorrida nesta segunda-feira (21), o Conselho Deliberativo do Atlético-MG decidiu por revogar a decisão que homenagearia Elias Kalil, ex-presidente do Atlético-MG na década de 90, como o nome da Arena MRV. Alexandre Kalil, filho do ex-presidente e também ex-presidente do Galo, pediu para que o nome de seu pai fosse retirado.

Na reunião, foram 227 conselheiros presentes. A reunião foi agitada, principalmente, pela presença de Alexandre Kalil. O ex-presidente e campeão da Libertadores pelo Atlético pediu a palavra, chegou a atacar desafetos no clube e pediu que o nome do pai não fosse o de batismo da Arena MRV.

O novo estádio do Galo teve os naming rights comprados pela empresa MRV por 15 anos, e será chamada de Arena MRV. Entretanto, há também o nome de batismo, como o Mineirão é nomeado de Magalhães Pinto.

Durante a sua fala, Alexandre Kalil chegou a ser vaiado por membros do Conselho quando pediu silêncio para um dos integrantes da reunião enquanto falava. A decisão do nome do estádio havia sido tomada em 2017, mas entrou em pauta recentemente. Ainda não há discussões sobre qual será o novo nome do estádio.

Outro motivo que elevou os ânimos na reunião foi a acusação de fraude nas eleições do conselho do Atlético. Alexandre Kalil chegou a dizer que são 50 nomes fraudulentos eleitos na votação por não serem sócios do Clube Labareda ou da Vila Olímpica há mais de dois anos.

Alexandre Kalil - Atlético-MG
Alexandre Kalil - Atlético-MG

Alexandre Kalil na época de presidente do Atlético-MG - Divulgação

A reunião também foi marcada pela discussão de outros assuntos. Pouco foi falado sobre à transformação do clube em SAF. O time ainda irá aderir à lei do clube-empresa, entre outros processos. A cúpula do time já analisa possíveis nomes de investidores.

Um novo encontro do Conselho está marcado para o dia 30 de novembro. Na ocasião, os conselheiros votarão o orçamento financeiro apresentado pela direção executiva para a temporada 2023. O que fica é a indefinição sobre uma possível ação na Justiça para apurar possíveis irregularidades no Conselho.