Conselheiros do Corinthians definem situação financeira do Clube: "Grave, catastrófica e insolvente"

Alexandre Praetzel
·3 minuto de leitura
Andrés Sanchez pode ter contas da gestão reprovadas pelos conselheiros. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Andrés Sanchez pode ter contas da gestão reprovadas pelos conselheiros. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O Corinthians está em debate diário pela situação financeira do Clube. A gestão de Andrés Sanchez apresentou um déficit de R$ 177 milhões no ano de 2019 e entrou na mira de conselheiros e torcedores. A aprovação ou não das contas será votada em reunião do Conselho Deliberativo. Andrés já declarou que se as contas forem reprovadas, ele vai antecipar a eleição à presidência, marcada para novembro.

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O blog conversou com dois conselheiros a respeito do assunto. Fran Papaiordanou e Herói Vicente analisaram o momento do clube em relação as finanças.

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“Extremamente grave. Os problemas financeiros começaram em 2014, quando o Roberto Andrade assumiu e disse que tinha pegado o Clube na UTI. Ali, depois de ser campeão do Mundo, o Corinthians poderia ter crescido em todos os setores, mas não foi isso que aconteceu com o aumento das despesas e custos do futebol. Preocupante pela continuidade do grupo Renovação e Transparência, há muito tempo dirigindo o clube. Acho que o Paulo Garcia é um nome que pode trazer a união. Corinthians precisa dos melhores unidos para tirar o clube desta situação. Quem votar a favor das contas, estará contra o Corinthians”, afirmou Fran Papaiordanou.

Herói Vicente foi mais enfático. “A análise das contas tem que ter viés técnico pelas normas da Lei e ordem vigente. Seja qualquer corintiano, quando as contas forem tratadas, elas não devem ser vistas pelos aspectos políticos. Por isso, devem ser reprovadas. Nossa situação financeira é catastrófica e praticamente insolvente, bem diferente do que diz o presidente. O próprio acordo com a Odebrecht é bem distante do que é dito pelo presidente. Corinthians precisa permanecer no Profut, mas isso está sendo transgredido pela gestão temerária do Andrés. Ele permitiu um déficit superior a 20% do faturamento do Corinthians, passando mais de R$ 70 milhões do déficit permitido. Ele foi candidato e ganhou para infelicidade dos corintianos. Ele sairá muito mal do clube. Se os conselheiros tiverem amor à instituição, reprovam as contas. Se aprovarem as contas, podemos ficar fora do Profut”, concluiu.

Alguns conselheiros querem que a votação das contas seja feita de forma nominal na sessão extraordinária, algo que ainda não foi definido.

Herói Vicente pode ser um dos candidatos à presidência. Mário Gobbi pretende anunciar sua candidatura nos próximos dias e Augusto Melo já está fazendo campanha. Andrés Sanchez pode indicar Duílio Monteiro Alves ou apoiar Paulo Garcia.

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