Conor McGregor volta ao tribunal em momento crítico na carreira

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Conor McGregor é o maior nome da história do UFC (Ronald Martinez/Getty Images)
Conor McGregor é o maior nome da história do UFC (Ronald Martinez/Getty Images)

Conor McGregor é o maior nome da história do UFC. Antes que falem em Anderson Silva, Georges St-Pierre, Jon Jones, Ronda Rousey ou José Aldo, explico: nenhum atleta chegou perto de atrair tantos olhares e mudar o panorama do esporte quanto o irlandês desde sua ascensão meteórica a partir de 2013.

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Multimilionário, “O Notório” já garantiu estabilidade financeira das próximas gerações do clã McGregor apenas com o que embolsou nas recentes derrotas para Floyd Mayweather e Khabib Nurmagomedov.

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Já são quase três anos desde sua última vitória, mas nem isso impede que ele continue sendo o principal alvo de grande parte dos lutadores que transitam entre as categorias pena e meio-médio no UFC. Enfrentá-lo é garantia de bolso cheio e fama instantânea mesmo sem ter o braço levantado no final.

McGregor ainda é presença constante nas redes sociais a cada sábado à noite com constantes desafios a quem quer que seja. Se pretende de fato enfrentá-los ou apenas busca uma oportunidade de inserir seu nome no debate público — enquanto conta dólares e bebe uma dose do seu uísque —, seguimos sem resposta.

Agora é, porém, a hora do irlandês tomar uma decisão crucial em sua carreira. Soterrado em controvérsias, McGregor voltará ao tribunal na Irlanda no dia 11 para responder à acusação de ter socado o rosto de um homem que se recusou a provar uma dose de seu uísque, oferecida pelo próprio lutador.

A punição à estrela do UFC neste caso, ocorrido em abril último, vai de multa de R$ 6.700, um trocado para quem recebeu mais de 30 milhões de dólares em sua estreia no boxe, e seis meses de prisão. É pouco provável que o lutador realmente fique atrás das grades por este incidente, mas é mais uma mancha à sua imagem.

Desde que se tornou campeão duplo no UFC, o primeiro da história a fazê-lo no octógono, McGregor acumula problemas fora do palco onde fez seu nome.

Invadiu o cage no Bellator após a vitória de um companheiro de treinos, em 2017, e empurrou o árbitro. Seis meses depois, voou até Nova York com amigos e atacou um ônibus cheio de atletas do UFC, ferindo vários. No mesmo ano, após a derrota para Nurmagomedov, foi agredido por um companheiro de time do russo — e revidou — durante briga generalizada em Las Vegas.

Em março de 2019, meses antes de agredir o homem em Dublin, pisoteou no celular de um rapaz que tentava fotografá-lo em Miami. Além desses, corre na justiça irlandesa, segundo o New York Times, uma acusação de assédio sexual contra McGregor, de dezembro passado.

McGregor chegou a ser preso por algumas horas nos incidentes de Miami e Nova York, mas parece não ter aprendido a lição. Do braço da lei, por enquanto, a punição só chegou até o bolso. Do UFC, um leve puxão de orelha e nada mais.

Na única vez que se pronunciou sobre o soco que desferiu no homem no pub, McGregor reconheceu ser o lado errado da história. Vestindo uma camisa polo rosa e com o cabelo penteado para o lado, o irlandês posou de bom moço, mas não passou disso. Atleta mais rico que este esporte já produziu, “O Notório” precisa decidir se prefere ser lembrado como lutador genial ou celebridade problemática.

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