Conmebol analisa aumentar para 16 seleções próxima Copa América

Gianni Infantino (FIFA), à esquerda, e opresidente da Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP), Arturo Salah

A Conmebol analisa aumentar para 16 seleções participantes a Copa América a partir da próxima edição, que deverá ser organizada no Brasil em 2019, informou o chileno Arturo Salah, vice-presidente da entidade.

Após uma reunião de dirigentes sul-americanos, estuda-se o aumento de 12 para 16 seleções para a próxima Copa América. O Brasil, como país-sede, terá a última palavra a respeito dessa mudança.

"Começamos a trabalhar com base em 16 seleções, mas isso precisa ser ratificado (...), e a responsabilidade ficou com o Brasil para a decisão final sobre esse tema", afirmou Salah, vice-presidente da Conmebol e presidente da Federação Chilena, durante o 67º Congresso da entidade que rege o futebol sul-americano, nesta quarta-feira em Santiago.

Entre as alternativas estudadas para aumentar o número de participantes está a de convidar seleções de Europa, Concacaf e Ásia.

"A Copa América com equipes europeias é uma Copa do Mundo, isso ficará para outra conversa", analisou Gianni Infantino, presidente da Fifa, que participa do Congresso da Conmebol como convidado.

Em 2016, foi disputada com sucesso a Copa América Centenário nos Estados Unidos com 16 seleções: 10 da América do Sul e seis da Concacaf (o anfitrião EUA, México, Costa Rica, Panamá, Honduras e Jamaica).

Os dirigentes sul-americanos também analisam a possibilidade da reagendar a Copa América para 2020, com o objetivo que alinhá-la no calendário com a Eurocopa.

"Em 2020 a ideia é que se mude o formato para que seja disputada no mesmo ano da Eurocopa, e aconteça a cada quatro anos para que se harmonize o desgaste dos jogadores", explicou Salah.

A Copa América é tradicionalmente disputada com as 10 seleções da América do Sul e duas convidadas, entre elas México, Estados Unidos, Japão e Costa Rica.