Vale assistir os 9 indicados ao Oscar de melhor filme?

"Jojo Rabbit", "Adoráveis Mulheres" e "1917" são indicadas ao prêmio de Melhor Filme. Foto: Divulgação
"Jojo Rabbit", "Adoráveis Mulheres" e "1917" são indicadas ao prêmio de Melhor Filme. Foto: Divulgação

Por Diego Olivares

É quase certo que o Oscar de melhor filme vá para um desses três longas: Martin Scorsese (‘O Irlandês’), Quentin Tarantino (‘Era Uma Vez Em… Hollywood’) e Sam Mendes (‘1917’), a não ser que a Academia ouse escolher ‘Parasita’, de Bong Joon Ho, que vem colhendo os maiores do cinema nos últimos meses, desde a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em maio de 2019.

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Saiba mais sobre os indicados:

1917

1917. Foto: Divulgação
1917. Foto: Divulgação

Sinopse: Em plena 1ª Guerra Mundial, dois soldados recebem a missão de levar uma mensagem importante a um pelotão distante em menos de 24 horas, arriscando a vida ao atravessar a zona de conflito. Estreia nos cinemas dia 23 de janeiro.

Por que assistir: Filmado para parecer um único plano sequência, o longa do diretor Sam Mendes é uma imersão no horror da Guerra, fazendo com que o espectador se sinta na pele daqueles soldados. É um triunfo técnico em cada detalhe.

Por que não assistir: Filmes de guerra estão longe de ser uma novidade no cinema, e quem torce o nariz para o gênero não deve ficar impressionado com os malabarismos da equipe, numa produção de pouco diálogo e algumas cenas fortes de violência.

Adoráveis Mulheres

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Sinopse: A nova adaptação do clássico livro ‘Mulherzinhas’, escrito por Louisa May Alcott no século XIX,  narra a trajetória das quatro irmãs March, que crescem enquanto o pai está longe de casa, durante a Guerra Civil norte-americana. Em cartaz nos cinemas.

Por que assistir: A diretora e roteirista Greta Gerwig injeta doses de modernidade na trama e apresenta em cada uma das irmãs March uma noção diferente de feminilidade, em personalidades que se complementam.

Por que não assistir: Pela estrutura clássica, os trajes de época e a trama em si, há quem possa encarar o filme como uma espécie de “novela das seis” na tela grande.

Coringa

Coringa. Foto: Divulgação
Coringa. Foto: Divulgação

Sinopse: Perturbado por problemas psicológicos e uma relação traumática com a mãe, Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) se torna o criminoso conhecido como Coringa. Disponível em serviços de vídeo On Demand como iTunes, Google Play e Net Now.

Por que assistir: É a chance de conhecer a origem do icônico vilão, numa profundidade nunca antes vista no cinema para este personagem. A atuação de Phoenix e a ambientação numa Gotham City decadente são atrações à parte.

Por quê não assistir: Para muita gente, um filme inspirado numa história em quadrinhos nunca será um “filme de verdade”. Uma suposta glorificação da violência também foi apontado como problema pelos críticos do filme.

Era uma Vez Em… Hollywood

Era Uma Vez em...Hollywood. Foto: Divulgação
Era Uma Vez em...Hollywood. Foto: Divulgação

Sinopse: Em 1969, o ator Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt) tentam achar seu lugar num momento em que a indústria do cinema está mudando, enquanto a seita de Charles Manson prepara seu ataque contra a atriz Sharon Tate (Margot Robbie). Disponível em serviços de vídeo On Demand como iTunes, Google Play e Now.

Por quê assistir: Apaixonado por cinema, Quentin Tarantino faz aqui um filme que é sua carta de amor definitiva à sétima arte. Seu carinho com os personagens e aquele habitat estão presentes num longa que traz elementos clássicos de seu estilo: diálogos apurados, trilha sonora estilosa e um clímax violento.

Por quê não assistir: A melhor fase de Tarantino já passou? Alguns dos antigos fãs do cultuado cineasta juram que sim e criticaram duramente o filme, que julgam muito longo, confuso e desrespeitoso com as mulheres. 

Ford vs Ferrari

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Sinopse: Inspirado numa história real, o longa acompanha o designer automotivo Carroll Shelby (Matt Damon) e o piloto britânico Ken Miles (Christian Bale) na tarefa de construir um carro capaz de vencer a Ferrari na tradicional prova das 24 Horas de Le Mans, em 1966. Em breve disponível em serviços de vídeo On Demand como iTunes, Google Play e Now.

Por que assistir: Mais do que as duas marcas do título, está em jogo no filme a tentativa de dois homens em irem até o limite de suas capacidades. Damon e Bale estão ótimos formando uma dupla de temperamentos opostos, unidos pela amizade e por um objetivo em comum, e as sequências nas pistas são de tirar o fôlego.

Por que não assistir: Quem não gostar pelo menos um pouco de esporte ou automobilismo certamente verá pouca graça no filme, já que são muitas cenas de corrida e discussões de assuntos técnicos.

História de um Casamento

História de um Casamento. Foto: Divulgação
História de um Casamento. Foto: Divulgação

Sinopse: Um diretor de teatro (Adam Driver) e uma atriz (Scarlett Johansson) encaram um doloroso divórcio, tentando manter uma relação saudável em nome do filho deles e do amor que já sentiram um pelo outro. Disponível na Netflix.

Por que assistir: Entre as inúmeras histórias de amor que o cinema já contou, esta tenta encontrar o sentimento num dos momentos mais difíceis: a separação. O roteiro escrito por Noah Baumbach vai do trágico ao engraçado de uma cena para outra, transparecendo sinceridade em cada diálogo. Driver e Johansson se mostram no auge das carreiras.

Por que não assistir: É um filme sustentado em boa parte pelos diálogos, com longas cenas de discussão, fórmula que não agrada a todo tipo de público. Além disso, os mais pragmáticos podem não ver muito sentido em tanto drama diante de um divórcio.

Jojo Rabbit

Jojo Rabbit. Foto: Divulgação
Jojo Rabbit. Foto: Divulgação

Sinopse: Durante a ascensão do nazismo, um garotinho vive na companhia de um amigo imaginário bastante inusitado: o próprio Adolf Hitler. Enquanto isso, sua mãe esconde uma menina judia em casa. Estreia nos cinemas dia 6 de fevereiro.

Por que assistir: Entre tantos filmes já produzidos sobre a Segunda Guerra, o diretor e roteirista Taika Waitit (de ‘Thor: Ragnarok’) encontrou uma forma original de tratar o tema para fazer sua comédia dramática, cuja mensagem é ainda mais importante em tempos de intolerância.

Por que não assistir: Fazer humor com nazismo e com Adolf Hitler, líder de uma guerra que exterminou milhares de pessoas? Não é todo mundo que vai encarar isso numa boa.

O Irlandês

O Irlandês. Foto: Divulgação
O Irlandês. Foto: Divulgação

Sinopse: Dirigido por Martin Scorsese, o filme acompanha cinco décadas nas vidas de três homens marcados pelo envolvimento com a máfia e as consequências trágicas de suas escolhas. Disponível na Netflix.

Por que assistir: É a junção de várias lendas do cinema - Scorsese, De Niro, Pacino e Pesci - fazendo o que todos sabem de melhor: narrar a história de homens difíceis e amargurados por um histórico de violência.

Por que não assistir: Se passar 3 horas e 30 no cinema não é dos programas mais convidativos para todos, encarar essa longa duração na Netflix parece ainda mais difícil. A tentação de olhar o celular constantemente ou parar o filme é grande para muita gente, o que compromete a experiência narrativa proposta pelo diretor - afinal, se ele quisesse fazer uma minissérie, teria feito ‘O Irlandês’ nesse formato.

Parasita

Parasita. Foto: Divulgação
Parasita. Foto: Divulgação

Sinopse: Uma família de desempregados consegue diferentes empregos numa casa da elite de sua cidade, sem dizer que se conhecem. A situação gera uma série de incidentes, que vão ganhando desdobramentos cada vez mais brutais. Em cartaz nos cinemas.

Por que assistir: O sul-coreano Bong Joon Ho é um dos cineastas mais criativos da atualidade (também tem no currículo ‘Okja’ e ‘O Expresso do Amanhã’, ambos falados em inglês, entre outras produções em seu país natal). Seus filmes misturam crítica social com sátira, terror e muitos elementos de drama, numa combinação poderosa.

Por que não assistir: Os diálogos em coreano podem causar estranhamento num público acostumado a ouvir apenas inglês nos filmes. Além disso, não espere respostas prontas e nem um desfecho que amarre todas as pontas. É o tipo de filme que traz mais perguntas do que respostas, feito para incomodar.

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