Conheça o “novo” Mundial de Surfe

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55 países estarão representados dentro da água (Ben Reed/ISA)
55 países estarão representados dentro da água (Ben Reed/ISA)

Por Emanoel Araújo

O dia 7 de setembro é uma data comemorativa no Brasil e, neste ano, será uma data histórica ao redor do mundo. A International Surfing Association (ISA) começará, neste sábado, uma nova era no esporte. Afinal, esta é a semana dos Jogos Mundiais de Surfe.

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:: UM CROWD DE PAÍSES

Como já explicamos aqui, a ISA é a autoridade máxima no esporte. Contando com 108 países associados, é a entidade que chancela todas as vagas olímpicas. O evento anual ganha importância nesta temporada por definir oito vagas para Tóquio 2020. Este evento terá um enorme número de participantes e já rende recordes antes mesmo de começar.

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Nas ondas da praia de Miyazaki (JAP) teremos 240 surfistas, de 55 nações diferentes que disputarão oito carimbos no passaporte rumo a Olimpíada. Os Jogos Mundiais de Surfe unem diferentes nações: desde Austrália, com o maior número na relação de surfista/habitante até países com pouca ou nenhuma tradição no surfe, como é o caso do Líbano. Com federações nacionais de olho em uma vaga olímpica, a ISA cumpre o objetivo de espalhar o esporte ao redor do globo e, de quebra, superlotar o outside.

:: JOGOS MUNDIAIS (DE ELITE)

Quando a ISA anunciou a “presença de todos”, significa que até mesmo quem sempre torcia o nariz (ou não dava a devida atenção) agora mudou a estratégia.

No ano passado, o Brasil protagonizou uma situação que escancarava o amadorismo que o esporte vive nos bastidores. As falhas da Confederação Brasileira de Surfe (CBSurf) chegaram ao ponto de perdermos os Jogos Mundiais por uma espécie de W.O., como explicamos aqui. E, curiosamente, esta não foi a primeira vez que não participamos por falta de organização. Apenas nesta década, o país deixou de participar de três edições.

Filipe participou dos Jogos Mundiais em 2010 (32º lugar), Medina em 2009 (10ª posição) e Silvana chegou em 6ª em 2012. O Brasil leva o inédito título dessa vez (Divulgação)
Filipe participou dos Jogos Mundiais em 2010 (32º lugar), Medina em 2009 (10ª posição) e Silvana chegou em 6ª em 2012. O Brasil leva o inédito título dessa vez (Divulgação)

O espírito olímpico faz tudo ser diferente neste 2019. Após a divisão das vagas de Tóquio-2020 serem anunciadas se tornou obrigatório que os surfistas do WCT disputem os Jogos Mundiais no Japão para validar a própria vaga pelo tour dos sonhos. Para ficar mais claro essa divisão, relembre como serão distribuídas as vagas:

  • Circuito Mundial 2019: 10 homens 8 mulheres

  • Jogos Pan-americanos 2019: vaga para o campeão/campeã

  • Jogos Mundiais de Surfe 2019: 4 homens e 4 mulheres com cada um deles como melhor dos continentes África, Ásia, Europa e Oceania.

  • Jogos Mundiais de Surfe 2020: 4 homens e 4 mulheres

  • País sede: um homem e uma mulher

Com o descrédito de não ter alcançado a terceira vaga no Pan de Lima no mês passado, o Brasil vai ao Japão com um time de muita experiência em competição. Com exceção de Tainá Hinckel, que já fez aparições em etapas brasileiras do WCT, todos os demais do Time Brasil são atletas da WSL:

MASCULINO

Filipe Toledo

Gabriel Medina

Italo Ferreira

FEMININO

Tatiana Weston-Webb

Silvana Lima

Tainá Hinckel

:: QUANTOS TÍTULOS CABEM EM UM MUNDIAL?

Encher de estrelas do surfe de elite em um outro (e mais amplo) mundial é a atração dos Jogos Mundiais – maior em número e em títulos. Afinal, a presença de Kelly Slater, substituindo John John Florence, e de Stephanie Gilmore garantem não só audiência, mas dão um novo status ao campeonato. Com 18 títulos somados, ambos são rentáveis economicamente e servem como inspiração aos demais competidores.

Kanoa Igarashi representa a esperança de medalha no surfe olímpico para o Japão (Ben Reed/ISA)
Kanoa Igarashi representa a esperança de medalha no surfe olímpico para o Japão (Ben Reed/ISA)

Vale lembrar que a casa é do atual vice-campeão masculino e 1º lugar por equipes, Kanoa Igarashi. O nipo-americano chegou à final do campeonato masculino e ajudou o Japão na conquista do título inédito, em 2018. Para nivelar pelo alto a disputa, contaremos com a presença de Jordy Smith (Time África do Sul), Julian Wilson e Owen Wright (Time Austrália), além da dupla francesa Michel Bourez e Jeremy Flores. Ou seja, teremos uma etapa do mundial fora do circuito.

:: AGENDA DA SEMANA

As semelhanças com o evento principal do surfe de competição terminam aí. As diferenças começam na programação. A janela de uma semana será dividida da seguinte forma:

Dia 7: Cerimônia de Abertura e possível início Campeonato Feminino

Dia 10: Campeonato Feminino e início do Campeonato Masculino

Dia 11: Final do Campeonato Feminino

Dia 15: Final do Campeonato Masculino e Cerimônia de Encerramento

Todos os eventos serão disponibilizados gratuitamente no site da ISA e no Facebook da entidade.

Agora que você já sabe como, onde e porque assistir ao “outro” Mundial de Surfe, basta aguardar o 7 de setembro chegar. O Yahoo Esportes acompanhará de perto e trará tudo pra você. Até lá!

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