Conheça Azmoun, o craque iraniano que defende as mulheres do país

Atuando pelo Bayer Leverkusen, Azmoun é voz ativa contra as restrições sofridas pelas mulheres iranianas.
Atuando pelo Bayer Leverkusen, Azmoun é voz ativa contra as restrições sofridas pelas mulheres iranianas. Foto: (Maryam Majd ATPImages/Getty Images)

Fora do Irã desde o ano de 2013, quando tinha 17 anos de idade, o astro Sardar Azmoun é é voz ativa contra as restrições sofridas pelas mulheres iranianas, priorizando os direitos humanos fundamentais e a privacidade feminina, mas pagando caro por se posicionar.

Criticado por parte dos torcedores durante a Copa do Mundo de 2018, disputada na Rússia, Azmoun foi ameaçado de morte no Irã, mas ele não foi o único alvo dos raivosos, sua mãe também recebeu intimidação de iranianos por causa do posicionamento de seu filho. Azmoun, que prometeu nunca mais jogar pela seleção do Irã, voltou atrás de sua decisão após um apelo da Federação de Futebol do Irã para que renunciasse o abandono e representasse o país novamente.

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Em 2018, Azmoun afirmou que decidiu por defender publicamente os direitos das mulheres após sua mãe superar uma grave doença: "Minha mãe superou uma doença grave e eu estava feliz, mas infelizmente, por causa da crueldade de algumas pessoas e dos insultos que meus companheiros e eu não merecíamos, sua doença se tornou grave. Isso me colocou em uma situação difícil. posição em que devo escolher um ou outro. E, como resultado, escolhi minha mãe".

A morte de Mahsa Amini, por ter violado a rígida lei que exige que mulheres iranianas usem o hijab, vestimenta que cobre os cabelos, fez com que diversos protestos fossem realizados no país oriental. O 'Messi Iraniano', então, publicou em seu Instagram que abriria, novamente, mão da seleção para que pudesse dar voz às mulheres: "Por causa das regras da seleção nacional, não podíamos dizer nada até que a concentração para a Copa do Mundo terminasse. Mas eu não aguentava mais. Na pior das hipóteses, serei demitido do time nacional. Sem problema. Eu sacrificaria isso por um fio de cabelo na cabeça das mulheres iranianas. Esta história (sobre Amini) não será apagada. Eles podem fazer o que quiserem. Que vergonha por matar tão facilmente; vida longa às mulheres iranianas".

Além de ser um dos grandes ativistas pelo direito das mulheres, Azmoun é dono do Serik Gonbad Kavus, clube de vôlei feminino do Irã, que disputa a primeira divisão nacional da modalidade pela primeira vez nesta temporada.